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GM e Chrysler se aproximam de acordo de empréstimo

A General Motors e a Chrysler estão próximas de conseguir assegurar empréstimos de emergência como parte de um pacote de ajuda do governo norte-americano, que demandará reestruturações nas montadoras, de acordo com fontes familiarizadas com as negociações. Empréstimos-ponte para manter as companhias por vários meses podem ser anunciados ainda na sexta-feira, informaram as fontes, que não foram autorizadas a discutir o assunto publicamente. Tais empréstimos iriam protelar a perspectiva de uma falência "ordenada", opção que está sendo considerada pelo governo dos Estados Unidos depois de mais de um mês de discussões. O pacote de ajuda encabeçado pela Casa Branca demandará que ambas montadoras se reestruturem ao buscar novas concessões por parte de sindicatos e credores, informaram duas pessoas interadas sobre as conversas. Tanto a GM quanto a Chrysler foram forçadas a paralizar fábricas e demitir milhares de trabalhadores por toda a América do Norte à medida que tentam levantar capital, e alertaram que poderão ir à falência sem assistência federal. Nenhuma montadora foi poupada pelo bruto declínio global de vendas. A japonesa Toyota pode registrar o seu primeiro prejuízo operacional na sua matriz em 71 anos no ano fiscal que termina em março, e poderá emitir um alerta de lucro em uma coletiva de imprensa de final de ano marcada para a segunda-feira, informou a mídia japonesa. A Toyota, que se recusou a comentar as notícias, registrou um prejuízo operacional pela última vez em seu primeiro ano de operação, no ano fiscal de 1937/1938. As ações da Toyota fecharam em queda de 2 por cento. As montadoras em todos os lugares estão sob pressão para cortar custos, em um momento em que a recessão global e o crédito apertado estrangulam a demanda, e as montadoras japonesas ainda estão sendo ainda mais prejudicadas ante um iene mais forte. Em talvez na maior manifestação de contrariedade desde que o dólar se valorizou para o patamar mais alto em 13 anos, o presidente-executivo da Honda Motor, Takeo Fukui alertou que um iene mais forte prejudicará a indústria japonesa e levará a demissões em massa, forçando as montadoras alterar a produção se a valorização persistir. "Se o governo dizer, 'Nós não nos importamos com a indústria de exportação', então tudo bem -- nós agiremos de acordo", disse Fukui em entrevista.

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