GM e Ford iniciam conversas com sindicato nos EUA

A General Motors e a Ford Motoriniciaram nesta segunda-feira conversas com o sindicato detrabalhadores do setor automotivo, o United Auto Workers, naesperança de conquistar agressivas concessões que cortariam oscustos trabalhistas na indústria. As montadoras insistem que precisam de grandes reduções noscustos, particularmente em planos de saúde, para manter asvagas de produção nos Estados Unidos e voltar a terrentabilidade. As três montadoras baseadas em Detroit, incluindo aChrysler, da alemã DaimlerChrysler, perderam mais de 15 bilhõesde dólares juntas no ano passado. "Da nossa perspectiva, um contrato incremental seria umproblema real e causaria a falência de pelo menos uma dascompanhias", disse Dave Cole, presidente do Centro paraPesquisa Automotiva, em uma entrevista. "Este contrato tem queser transformacional". A questão dos planos de saúde é especialmente sensível paraa GM, que no ano passado gastou 4,8 bilhões de dólares emseguros e convênio médico para seus trabalhadores ativos eaposentados. Os custos trabalhistas da GM e da Ford por hora --73,26 e70,51 dólares, respectivamente-- são cerca de 30 dólares a maisdo que os de concorrentes japoneses operando em fábricas nosEUA, segundo dados compilados pelas montadoras. Grande parte dessa diferença representa o custo de pensõesmaiores e custos de planos se saúde para aposentados, de acordocom as empresas. Muitos analistas esperam que as conversas incluam propostaspara montar um fundo operado pelo sindicato para planos desaúde de aposentados, se os dois lados concordarem em comocompensar débitos estimados em quase 100 bilhões de dólares. As montadoras de Detroit têm perdido participação demercado para rivais japonesas, lideradas pela Toyota Motor, nosEUA, historicamente seu maior e mais rentável mercado. Combinados, a participação de mercado dessas montadorasficou pouco acima de 50 por cento para junho e pode cair abaixodisso pela primeira vez este ano se as companhias cortarem suacapacidade de produção e reduzirem as baixas margens de vendaspara agências de aluguel de automóveis. Em resposta à menor cota no mercado, a GM, a Ford e aChrysler cortaram cerca de 80 mil postos de trabalho nosúltimos dois anos.

JUI CHAKRAVORTY, REUTERS

23 de julho de 2007 | 19h10

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