Alex Silva/Estadão
Alex Silva/Estadão

GM e sindicato chegam a acordo e 900 devem entrar em lay-off em São Caetano do Sul

Essa foi a alternativa para evitar novas demissões, segundo o sindicato; a proposta será analisada pelos trabalhadores em assembleia nesta sexta-feira

Igor Gadelha, O Estado de S. Paulo

13 Maio 2015 | 19h17

SÃO PAULO - Mais 900 metalúrgicos da fábrica da GM de São Caetano do Sul (SP) devem entrar em lay-off (suspensão temporária dos contratos) a partir de segunda-feira, 18, por até cinco meses, com mais seis meses de estabilidade. Essa foi a alternativa para evitar novas demissões acordada com a direção da montadora durante reunião nesta quarta-feira, 13, informou o presidente do sindicato dos metalúrgicos, Aparecido Inácio da Silva. A proposta será analisada pelos trabalhadores em assembleia nesta sexta-feira.

Dos 900 trabalhadores que entrarão em lay-off, o dirigente sindical explica que 386 fazem parte do grupo de 436 metalúrgicos que estavam de licença remunerada desde a última quarta-feira, 6, por tempo indeterminado. De acordo com Silva, os outros 50 trabalhadores foram mandados embora no grupo de 150 funcionários demitidos na sexta-feira. Os outros 514 empregados que terão os contratos suspensos estão trabalhando normalmente.

De acordo com o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Caetano do Sul, na reunião ficou acertado ainda que um novo encontro entre a direção da montadora e o sindicato será realizado na terça-feira, 19, para discutir medidas que garantam uma "proteção maior" aos trabalhadores. Procurada por e-mail e por telefone, a assessoria de imprensa da GM não respondeu para comentar a reunião com o sindicato desta Quarta-feira. 

Na tarde desta quarta-feira, metalúrgicos paralisaram as atividades por duas horas em protesto contra as demissões de sexta-feira. 

Lay-offs. Caso o novo lay-off seja aprovado pelos trabalhadores, os 900 trabalhadores se juntarão a outros 819 que já estão com contratos suspensos em São Caetano do Sul desde novembro. Eles deveriam ter retornado ao trabalho em 10 de abril, mas a montadora prorrogou o afastamento até 9 de junho. No País, a montadora possui ainda 798 metalúrgicos em lay-off na fábrica de São José dos Campos (SP), sendo 473 desde março e 325 desde 8 de maio e em ambos os casos até 8 de agosto.

Na fábrica da GM em Gravataí (RS),  os três turnos da linha de produção seguiram paralisados nesta quarta-feira, pelo segundo dia consecutivo, por causa da decisão das empresas Tegma e Transzero de parar o transporte de veículos produzidos na unidade. Em comunicado, a montadora afirmou que, até a manhã de hoje, 1.944 veículos modelo Onix, Prisma e Celta tinham deixado de ser produzidos e aproximadamente 9 mil funcionários estão sem trabalhar na unidade. 

Volvo. Na Volvo em Curitiba, a produção seguiu paralisada pelo quarto dia útil consecutivo, em razão da greve dos funcionários em protesto contra a decisão da montadora de encerrar o segundo turno da produção de caminhões, medida que resultou num excedente de 600 trabalhadores. Segundo o sindicato dos metalúrgicos, os trabalhadores rejeitaram novamente a proposta da empresa de manter esses empregos até dezembro em troca de reduzir em 50% a Participação nos Lucros e Resultados e reajustar os salários neste ano sem ganho real. 

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