GM espera por alerta de 'preocupação' após prejuízo

A General Motors informou na quinta-feira que espera que auditores emitam um alerta sobre a capacidade da companhia de se manter viável em um momento em que atravessa as piores condições de mercado em décadas. A companhia divulgou nesta quinta-feira prejuízo trimestral maior que o esperado e uma queda de mais de 30 por cento no faturamento. A montadora também alertou que seus planos de pensão para funcionários de produção e administração tinham um déficit de 12,4 bilhões de dólares no final de 2008. A GM informou que pode receber um "alerta de preocupação" de auditores que avaliam o risco da empresa talvez não ser capaz de continuar operando. A montadora, que tem se mantido com ajuda de empréstimos do governo dos Estados Unidos desde o início do ano, sofreu um prejuízo líquido de 30,9 bilhões de dólares em 2008. A perda marca o segundo maior prejuízo anual da montadora de 100 anos de existência, atrás apenas da perda de 38,7 bilhões de dólares registrada em 2007. A empresa encerrou dezembro com 14 bilhões de dólares em caixa e disponibilidades que incluem os primeiros 4 bilhões de dólares em empréstimos recebidos do Tesouro norte-americano. O prejuízo do quarto trimestre aumentou para 9,6 bilhões de dólares, ante 722 milhões de dólares. Excluindo eventos não recorrentes, o prejuízo trimestral da GM foi de 9,65 dólares por ação. Analistas consultados pela Reuters Estimates esperavam, em média, perda de 7,4 dólares nessa comparação. A receita no trimestre caiu de 46,8 bilhões de dólares para 30,8 bilhões. O vice-presidente financeiro da GM, Ray Young, informou que o grande prejuízo líquido no trimestre refletiu a crise financeira global. A divulgação do resultado da montadora aconteceu no mesmo dia em que o presidente-executivo da GM, Rick Wagoner, deve se encontrar com membros da força-tarefa dirigida pelo secretário do Tesouro, Timothy Geithner, e pelo conselheiro econômico da Casa Branca, Larry Summers. A GM pediu um total de até 30 bilhões de dólares em ajuda do governo norte-americano para sobreviver à queda nas vendas. (Por Kevin Krolicki e David Bailey)

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