GM está aberta a mudar de Detroit diante de risco de concordata

A General Motors está avaliando transferir sua sede de Detroit, vender fábricas nos Estados Unidos e renegociar plano de reestruturação com o principal sindicato da empresa, conforme se aproxima de um possível pedido de proteção contra falência, afirmou Fritz Henderson, presidente-executivo da montadora, nesta segunda-feira.

KEVIN KROLICKI E SOYOUNG KIM, REUTERS

11 de maio de 2009 | 15h18

Henderson disse que ser mais provável que a GM entre com o pedido de recuperação judicial até 1o de junho --prazo fixado pelo governo norte-americano para que a montadora se reestruture ou peça concordata.

"É mais provável que nós precisaremos executar nossas metas sob um pedido de proteção contra falência", declarou Henderson a repórteres por telefone. "Ainda há uma chance para que isso seja feito fora do tribunal."

Uma eventual decisão da empresa em abandonar Detroit pode representar outro golpe para a economia de uma região já prejudicada pela recuperação judicial da Chrysler e pelo declínio acentuado na produção de automóveis.

A GM comprou seu edifício-sede em Detroit, conhecido como Renaissance Center, no ano passado por 625 milhões de dólares. A montadora centenária está baseada na cidade norte-americana desde 1996.

"Conforme observamos a estrutura, os negócios, estamos de olho em tudo, particularmente enquanto encolhemos", disse Henderson. "Neste ponto, eu não tenho nada a comentar. Nós não temos nenhum plano para isso, mas se nós fizermos será motivado por lógica de negócios, o que seria eficiência de custos e rapidez."

Sob o atual plano da montadora, apoiado pela força-tarefa do governo norte-americano para o setor, a GM vai cortar outros cerca de 21 mil empregos em fábricas nos EUA.

Além disso, a empresa pretende reduzir em 40 por cento o número de suas concessionárias, atualmente cerca de 6.200 nos EUA, até o final do ano.

Tudo o que sabemos sobre:
AUTOSGMSEDE*

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.