GM pode retornar ao setor de veículos pesados no País, diz Ardila

Planos da montadora, no entanto, não são imediatos e devem começar a ganhar corpo só após 2012 

Michelly Chaves Teixeira, da Agência Estado,

18 de agosto de 2010 | 13h43

A General Motors (GM) do Brasil cogita voltar ao mercado de caminhões e ônibus, informou o presidente das operações na América do Sul, Jaime Ardila, nesta quarta-feira, 18. No entanto, os planos não são imediatos e devem começar a ganhar corpo somente após 2012. Atualmente, na América do Sul, apenas as subsidiárias da GM na Colômbia, na Venezuela, no Equador e no Chile montam caminhões. No Chile, há uma pequena fábrica de veículos desmontados (CKDs). Nos outros países, estes kits automotivos são comprados do Japão.

O Brasil e a Argentina estão de fora do mercado de veículos pesados. Apesar do patente interesse neste mercado no Brasil, Ardila destacou que esta ideia só voltará à pauta de forma mais concreta entre o fim de 2012 e o começo de 2013, quando a empresa terá feito todos os lançamentos que se dispôs a fazer. "Ainda não sabemos se seria uma fábrica local ou importação. Vamos começar a pensar no assunto quando terminarmos de lançar todos os produtos que pretendemos", disse Ardila.

Entre 2011 e 2012, a GM do Brasil lançará seis produtos. Em 2013, serão outros três veículos novos em seu portfólio. No ano vigente, a empresa lançou o Malibu no mercado brasileiro e vai fazer outros dois lançamentos até o fim de 2010: o Camaro e um automóvel da família Viva. Ardila destacou que, em 2015, quando o imposto sobre importação para a região andina ficará em 15%, haverá melhores condições de competitividade no mercado de veículos pesados. Vale destacar que este tributo já foi da ordem de 35%.

A produção de veículos pesados na fábrica da GM em São José dos Campos, em São Paulo, foi encerrada em 2000. Ardila explicou que, naquela ocasião, a apreciação cambial tornou inviável a importação de veículos desmontados.

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