GM quer fechar venda de divisão da Europa até final do mês

A General Motors Corp informou nesta segunda-feira que estaria interessada em manter uma participação minoritária na reestruturação de suas operações europeias e tem planos para estruturar um acordo para vender a divisão até o final do mês.

POORNIMA GU, REUTERS

11 de maio de 2009 | 17h02

"Estamos conversando com diversos compradores com o objetivo de pelo menos formar uma ideia do possível acordo", afirmou o presidente-executivo da GM Fritz Henderson em uma teleconferência, sobre suas operações europeias. "E nosso objetivo é fazê-lo um pouco antes do final do mês", acrescentou.

A montadora italiana Fiat SpA, que já comprou uma participação na Chrysler LLC, tem surgido como um dos principais compradores em potencial das operações europeias da GM. A Fiat visa uma fusão de seus negócios com as marcas Opel, Vauxhall e Saab, da GM, além de suas operações na América do Sul e na África do Sul, segundo apresentação obtida pela Reuters.

A fabricante de autopeças austríaca-canadense Magna International Inc também mostrou interesse pela Opel.

A GM afirma que, apesar de estar procurando compradores, ainda está disposta a manter uma participação nas operações.

"Nós certamente indicamos a disposição de ter uma participação minoritária," disse Henderson.

A GM Europa já afirmou que terá de cortar 1,2 bilhão de dólares em gastos para voltar a lucrar com a marca alemã Opel até 2011. Também informou que precisará de uma ajuda governamental de 3,3 bilhões de euros por parte dos países europeus para evitar corte de empregos e o fechamento de fábricas.

"Em relação ao governo alemão, nós temos necessidade prioritária e urgente de investimentos em nossos negócios europeus", disse Fritz. "Nós faremos questão de que quaisquer sócios que escolhamos para o negócio seja adequado para eles."

Fritz se recusou a comentar sobre o futuro da Vauxhall ou se as operações latino-americanas da GM estariam incluídas em uma venda da divisão europeia.

"Nossos negócios na América Latina têm contribuído solidamente nos últimos anos, é um negócio que conhecemos bem e que opera bem, e gera ótimos resultados", afirmou. "Este é um negócio que conhecemos e gostamos muito, e não vou comentar muito sobre sua parte nas negociações."

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