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Linha de montagem da fábrica de Gravataí (RS) GM/Divulgação

GM reabre fábrica do Onix após cinco meses

Montadoras de todo o mundo têm enfrentado a falta de semicondutores; linha de montagem do Onix está operando com apenas um turno de trabalho, pois ainda há dificuldades em obter componentes

Cleide Silva, O Estado de S.Paulo

16 de agosto de 2021 | 19h03

A fábrica da General Motors em Gravataí (RS) voltou a operar parcialmente nesta segunda-feira, 16, após quase cinco meses de produção parada em razão da falta de semicondutores, problema que tem afetado montadoras no mundo todo.

A linha de montagem do Onix, único modelo fabricado na unidade, está operando com apenas um turno de trabalho, pois ainda há dificuldades em obter componentes. Não há previsão para a volta do segundo turno.

A GM informa que só estão sendo produzidos veículos completos, pois não quer deixar carros incompletos no pátio, como fazem algumas fabricantes.

Segundo a empresa, nesta terça-feira, 17, já devem começar a chegar unidades do Onix nas revendas do Sul do País. Nas demais regiões a entrega começará a ser feita ao longo da semana.

A falta do modelo, que antes da crise dos semicondutores era o automóvel mais vendido no País, levou a GM, líder de mercado por cinco anos seguidos, a cair para a sétima posição no ranking de vendas nos últimos três meses.

A unidade de São Caetano do Sul, onde são feitos Tracker, Spin e Onix Joy, retomará produção no dia 26. A empresa aproveitou a escassez de componentes para fazer parte das obras de renovação da fábrica para a produção da nova picape Montana.

No complexo de São José dos Campos (SP), as linhas dos veículos S10 e Trailblazer operam normalmente, mas a unidade de componentes tem 250 funcionários em lay-off.

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Além da falta de peças, montadoras agora param por causa de lockdown na Malásia

No Brasil, a Volkswagen pretende dar mais dez dias de férias coletivas para trabalhadores da fábrica de Taubaté; país asiático é um importante produtor de componentes para veículos

Cleide Silva, O Estado de S.Paulo

16 de agosto de 2021 | 19h38

O lockdown geral decretado na Malásia, importante produtora de componentes para veículos, em razão do aumento de número de casos de covid-19, deve prejudicar mais uma montadora no País, ampliando assim as dificuldades na produção de veículos, já bastante prejudicada pela falta de semicondutores.

A Volkswagen pretende dar mais dez dias de férias coletivas a cerca de 2 mil trabalhadores da fábrica de Taubaté (SP) a partir do dia 30. Hoje, 16, cerca de 800 funcionários que estavam em casa há 20 dias voltaram ao trabalho.

Na quarta-feira, a Toyota já havia anunciado a parada das fábricas de automóveis de Sorocaba e na de motores em Porto Feliz, ambas em São Paulo, por causa da falta de componentes para freios importados da Malásia. Os funcionários ficarão em férias entre 18 e 27 deste mês.

Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos de Taubaté, a paralisação da unidade da Volkswagen, onde são feitos Gol e Voyage, vai ocorrer desta vez em razão “do agravamento da pandemia na Malásia, que fechou suas fronteiras”.

Apesar de ter protocolado a medida no sindicato, a Volkswagen não confirma a medida, pois pode ocorrer mudanças ao longo dos próximos dias. O Sindicato informa que este será o terceiro período de férias coletivas neste ano por causa da falta de peças.

A Renault também estendeu a paralisação em sua fábrica de automóveis em São José dos Pinhais (PR) por causa da escassez de itens eletrônicos. Cerca de 5 mil funcionários que deveriam retomar atividades na última quinta-feira só voltarão no dia 27.

Na Fiat, um grupo de trabalhadores de Betim (MG) que foi dispensado por dez dias também já retornou à linha de produção.

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