GM recua e mantém produção do Classic em São José dos Campos

A montadora vai reduzir ainda mais o ritmo de produção e manterá parte dos funcionários em licença remunerada até dezembro

Gustavo Porto, da Agência Estado,

23 de agosto de 2013 | 16h46

SÃO PAULO - Após anunciar o encerramento da produção do Classic no complexo industrial de São José dos Campos, há uma semana, e enfrentar protestos do sindicato local, a General Motors (GM) recuou nesta sexta-feira, 23, e decidiu retomar a fabricação do modelo do próximo dia 9 de setembro até o final do ano. No entanto, a montadora informou que reduzirá ainda mais o ritmo de produção diária do modelo, até então em 150 unidades, e que, para isso, manterá parte dos funcionários em licença remunerada até dezembro.

A GM não definiu quanto irá produzir na unidade e nem quantos trabalhadores serão convocados, por ainda aguarda o resultado do Programa de Demissão Voluntária (PDV), cuja adesão foi estendida até o próximo dia 8 de setembro. Entre os benefícios do PDV, os funcionários da linha do Classic terão todas as indenizações estendidas até 31 de dezembro, como por exemplo o 13º salário e a participação nos lucros, bem como a manutenção do seguro de saúde até abril de 2014.

A GM informou que caso não aceitem o PDV, os funcionários que optarem por permanecer na linha de produção ou em licença remunerada serão dispensados a partir de 1º de janeiro de 2014. A montadora ratificou ainda que irá manter a produção do Classic em São Caetano do Sul e na Argentina e que a decisão de encerrá-la em São José dos Campos ocorre por conta dos custos da linha, os mais altos da América do Sul, de acordo com a GM.

Para o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região, Antonio Ferreira de Barros, o Macapá, "as mobilizações foram fundamentais para pressionar a empresa a voltar em sua decisão e fazer com que cumprisse o acordo assinado com os trabalhadores", informou. "A GM queria simplesmente fechar o MVA (linha de produção do Classic), mas a pressão da categoria metalúrgica fez com que voltasse atrás. Ganhamos mais um tempo para respirar, mas a nossa luta continua", alertou o secretário-geral do Sindicato, Luiz Carlos Prates, o Mancha.

Na reunião desta sexta, o sindicato voltou a cobrar a GM sobre os planos de investimentos de R$ 2,5 bilhões em uma possível nova fábrica no País, que poderia ser feita em São José dos Campos. No entanto, a GM ainda não definiu sequer se a unidade será no Brasil.

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