GM tenta evitar retaliação comercial entre Brasil e EUA

Executivos da General Motors (GM) do Brasil e dos Estados Unidos estão empreendendo esforços para tentar convencer ambos os governos a evitarem retaliações comerciais. O presidente das operações internacionais da GM, Tim Lee, afirmou hoje a jornalistas brasileiros que a empresa está "trabalhando fortemente neste diálogo". "Espero que os dois países resolvam este conflito de forma amigável, pois o resultado disso não ajuda ninguém e pode ser ruim para o consumidor", disse o executivo.

MICHELLY CHAVES TEIXEIRA, Agencia Estado

18 de fevereiro de 2010 | 20h05

O presidente da GM do Brasil, Jaime Ardila, destacou que trabalha com outras montadoras associadas à Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) neste objetivo. "Nossa preferência é pela negociação. Agora, se a retaliação ocorrer, torcemos para que os veículos não entrem em listas de retaliação", observou.

Recentemente, o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, disse que o Brasil estava aberto a negociações que evitassem uma retaliação comercial contra os EUA em virtude dos subsídios pagos aos produtores de algodão norte-americanos. Ele declarou, porém, que o País "não poderia se curvar". A Organização Mundial do Comércio (OMC) deu aval ao Brasil a uma retaliação. Com isso, o Brasil pode criar uma lista de produtos oriundos dos EUA a serem sobretaxados.

A visita ao Brasil representa a primeira viagem de negócios de Tim Lee desde que este assumiu a dianteira das Operações Internacionais da montadora norte-americana, em dezembro de 2009. Ele chegou hoje e fica até sábado. Segundo a diretoria da GM, não há previsão de encontros com representantes do governo.

Lee esteve hoje com funcionários da GM da área de design, que estão desenvolvendo produtos para os próximos dois a três anos. Além do Centro de Design da GM, ele visitou a fábrica de São Caetano do Sul, em São Paulo. Antes de embarcar, ele visitará o campo de provas da GM em Indaiatuba (SP). Depois do Brasil, Lee segue para Equador, Colômbia e Venezuela.

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