Gol anunciará 1 ou 2 voos com escala no Caribe

A companhia aérea Gol vai manter seus projetos de ampliação de rotas do Brasil para o exterior, mesmo com o cenário internacional adverso. No segundo semestre, a empresa deve anunciar "um ou dois" voos para algum destino nas Américas, com escala na República Dominicana, segundo o presidente Paulo Sérgio Kakinoff disse a jornalistas e em apresentação a investidores em Wall Street na tarde desta segunda-feira, 24.

ALTAMIRO SILVA JÚNIOR, CORRESPONDENTE, Agencia Estado

24 de junho de 2013 | 16h44

A expansão das rotas externas é uma das formas de aumentar as receitas em dólar, hoje em apenas 8%. Kakinoff diz que vê potencial para as receitas representarem de 16% a 17% do faturamento da empresa. Atualmente, há um descasamento considerável entre receitas e despesas em moeda norte-americana, com os gastos respondendo por 55%, pois a grande maioria das rotas da empresa são domésticas.

No caso da República Dominicana, Kakinoff informa que os novos voos serão operados pela Gol e terão escala no país do Caribe. Mas não adiantou o destino final das rotas, apenas mencionando que deve ser Estados Unidos ou América Central. A Gol possui dois voos próprios para os Estados Unidos, para as cidades de Miami e Orlando. O voo ligando São Paulo a Miami está operando com 100% de ocupação.

O executivo frisa que não há uma decisão tomada de se abrir uma empresa na República Dominicana. "Serão voos operados pela Gol", disse, sem dar outros detalhes. No caso de um voo ligando o Brasil a Nigéria, o executivo relata que companhia ainda faz estudos.

Além dos voos para as Américas, Kakinoff conta que a Gol negocia com três companhias aéreas da Europa sobre parcerias (code share). A parceria seria semelhante ao acordo que a Gol tem com a norte-americana Delta.

Questionado sobre a forte queda das ações da Gol, que têm recuado mais que a Bovespa, Kakinoff afirma que as companhias aéreas têm a particularidade de oscilar mais que o mercado. "Normalmente, são ações mais voláteis." Segundo o executivo, não está previsto um programa de recompra de ações.

A empresa brasileira promove o "Gol Day" em Wall Street, reunindo cerca de 50 analistas na sede da Bolsa de Valores de Nova York (Nyse). Uma das primeiras questões levantadas pelos presentes foi com relação ao clima político no Brasil em meio aos protestos em grandes capitais. Kakinoff ressaltou o que já havia falado a jornalistas, que a demanda por passagens não foi afetada, houve impactos apenas na logística da operação, pois o acesso a aeroportos em grandes cidades foi bloqueado.

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