Gol diz não ser possível reverter demissões na Webjet

O presidente da Gol, Paulo Sérgio Kakinoff, disse nesta quarta-feira que a empresa não voltará atrás na decisão de desligar os 850 funcionários que trabalhavam para a Webjet. A Webjet foi comprada pela Gol há um ano e, na última sexta-feira (23), foram anunciados o fim da marca e a demissão desses trabalhadores. "Não há possibilidade de revertermos as demissões", disse Kakinoff ao sair de um encontro com o ministro da Secretaria de Aviação Civil (SAC), Wagner Bittencourt, e com o diretor presidente da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Marcelo Guaranys.

CÉLIA FROUFE, Agencia Estado

28 de novembro de 2012 | 12h24

Segundo Kakinoff, as demissões estão ligadas à decisão de não usar mais os aviões da companhia Webjet, que tinham idade média de 21 anos e que, por isso, representavam alto custo para a companhia. A idade média dos aviões da Gol, diz ele, é de seis anos. O presidente salientou que a decisão foi absorver os profissionais da Webjet que atuam nos aeroportos até porque eles serão necessários para a incorporação dos voos daquela companhia, que agora passarão a ser feitos pela Gol.

Kakinoff relatou que a reunião com representantes do governo foi dividida em duas partes. A primeira para explicar o motivo do encerramento da marca Webjet. "O setor de aviação tem em 2012 o pior resultado de sua história", afirmou. Segundo o presidente, apenas na Gol o prejuízo este ano será de R$ 1 bilhão. Kakinoff disse que as aeronaves da Webjet, por serem mais antigas, têm consumo 28% maior de combustível, e os combustíveis representam 45% do total dos custos de uma companhia aérea.

A segunda parte da reunião foi sobre a absorção da malha de voos e de passageiros da Webjet pela Gol. Kakinoff disse que tudo já está ocorrendo "sem transtornos". Ele garantiu que a situação seguirá normal, inclusive na alta temporada.

Desoneração da folha

A desoneração da folha de pagamentos para o setor aéreo, que terá início em 2013, não foi condicionada à manutenção do quadro de funcionários da companhia, segundo o presidente da companhia aérea. "Não foi condicionada nem poderia ser, pois o governo sabe do atual cenário do setor aéreo", considerou.

De acordo com o executivo, o impacto das desonerações sobre a Gol serão de R$ 90 milhões por ano. Ele salientou, porém, que o reajuste de tarifas, como de navegação e conexão, entre outras, deve somar R$ 140 milhões. Com isso, calculou, o impacto negativo sobre as contas da Gol seria de R$ 40 milhões a R$ 45 milhões em um ano.

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