Gol e Aerolíneas Argentinas terão voos compartilhados

A Gol e a Aerolíneas Argentinas iniciarão a partir de 1º de maio as operações de compartilhamento de voos. Na primeira fase, a aérea argentina passará a vender os voos da Gol do Rio de Janeiro, de Brasília e de Confins em seus canais de venda. Em setembro, a previsão é ampliar o compartilhamento, com as duas empresas passando a oferecer todos os destinos no Brasil e na Argentina como também na América do Sul e do Norte.

LUCIANA COLLET, Agencia Estado

18 de março de 2014 | 15h05

O presidente da GOL, Paulo Sérgio Kakinoff, destacou que, com o compartilhamento das malhas, passageiros das duas empresas terão 188 opções de voos semanais entre os dois países. "Se fossem implementados em apenas dois pontos, seriam tipicamente uma ponte aérea", comentou Kakinoff. ´Somente a Gol oferece 77 voos semanais entre Ezeiza, Aeroparque, Córdoba, Rosário e Rio de Janeiro, São Paulo, Porto Alegre, Curitiba e Florianópolis.

Apenas entre os principais destinos, as empresas oferecerão 10 voos diários entre Buenos Aires e São Paulo, e cinco entre a capital argentina e o Rio de Janeiro. "Sempre foi desejo da Gol ter serviço e frequência próprios de uma ponte aérea e isso não poderia ser executado por uma só companhia", disse.

"Esse é um acordo que dá vantagens e benefícios não só aos passageiros como também às companhias aéreas e aos países, porque vai permitir um fluxo mais cômodo e eficiente, com melhores horários e mais frequências para intercâmbio turístico e para o intercâmbio comercial e de negócios", disse o presidente da Aerolíneas Argentina, Mariano Recalde.

No ano passado, as duas companhias começaram a receber as autorizações necessárias para o compartilhamento e há cerca de um mês oficializaram a parceria, sem dar prazo para o início das operações.

Expansão

Os executivos sinalizaram com a possibilidade de expansão da parceria, seja para um compartilhamento da manutenção das aeronaves - já que as duas empresas operam com o mesmo equipamento - seja para novas rotas.

Kakinoff salientou que as companhias passarão a planejar a malha aérea de forma conjunta. "Isso permite uma expectativa positiva, de que será oferecida a melhor conexão entre os dois países, fruto do redesenho de malha, com vasta vantagem para as empresas e a melhor oferta para os passageiros dos dois países."

O presidente da Gol acrescentou que as duas aéreas devem estudar rotas compartilhadas, que não se justificariam com a base de clientes de apenas uma delas. Uma primeira rota que será iniciada pela Gol em menos de dois meses faz parte dessa visão, segundo Kakinoff: em 10 de maio a Gol inicia uma nova operação entre Ezeiza e Fortaleza.

Mas outros voos, não só entre os dois países como também em outros destinos do Cone Sul ou da América Central, podem ser criados. "Vamos mapear as possibilidades, segundo os acordos que estão vigentes entre os países, mas há um potencial em função da similaridade de destinos desejados", comentou Kakinoff.

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