Gol encerra 2011 com prejuízo de quase R$ 700 milhões

No 4º trimestre do ano, a companhia reduziu seu lucro em 59%, para 54,2 milhões

Agência Estado,

27 de março de 2012 | 10h00

A Gol registrou um lucro líquido de R$ 54,27 milhões no quarto trimestre do ano passado, queda de 59% em relação ao lucro de R$ 132,21 milhões obtido no mesmo período de 2010. No acumulado de 2011, contudo, a companhia aérea apresentou um prejuízo de R$ 669,5 milhões, variação negativa de 412% sobre o lucro de R$ 214,2 milhões conseguido no ano anterior.

Entre outubro e dezembro, o Ebitdar (lucro operacional antes dos juros, impostos, depreciações e amortizações somado ao valor dos custos operacionais com arrendamento mercantil de aeronaves e com arrendamento suplementar de aeronaves) recuou 49,7% e ficou em R$ 238,9 milhões, ante R$ 475 milhões no quarto trimestre de 2010. Nos 12 meses de 2011, o Ebitdar totalizou R$ 747,9 milhões, queda de 51,3% sobre o R$ 1,54 bilhão registrado em 2010.

Já a receita operacional líquida somou R$ 2,23 bilhões no último trimestre do ano passado, 19,5% superior ao R$ 1,87 bilhão obtido no mesmo período de 2010. Em 2011, o faturamento alcançou R$ 7,54 bilhões, volume 8% maior do que os R$ 6,98 bilhões registrados no ano anterior. Os resultados consolidados da Gol no quarto trimestre de 2011 incluem a Webjet - em 3 de outubro, a companhia aérea completou a aquisição de 100% do capital da concorrente. No entanto, a aprovação final da compra da Webjet ainda encontra-se sob análise final do Cade.

Receita com passageiros

A Gol registrou no quarto trimestre de 2011 crescimento de 17,7% na receita com passageiros na comparação com o resultado obtido entre outubro e dezembro de 2010, totalizando R$ 1,998 bilhão. As receitas auxiliares, por sua vez, subiram 36,9% no período, somando R$ 235,5 milhões.

Na análise da receita de passageiros por assento/quilômetro disponível (Prask), porém, a Gol registrou queda de 0,2% - passou de R$ 15,68 centavos no último trimestre de 2010 para R$ 15,65 centavos no mesmo período do ano passado. As receitas auxiliares pela análise por assento/quilômetro disponível (Ask) subiram 14,3% no quarto trimestre do ano passado em relação ao mesmo período de 2010.

Segundo a Gol, o crescimento das receitas auxiliares se deve, principalmente, em função do aumento de 10% nas receitas geradas pela operação de carga; 20% de aumento nas receitas provenientes de taxas de remarcação, atendimento ao passageiro e reembolso de passagens; e 30% nas receitas com acordos de parcerias internacionais. A receita operacional líquida consolidada R$ 2,23 bilhões no último trimestre do ano passado, 19,5% superior ao R$ 1,87 bilhão obtido no mesmo período de 2010.

Segundo a empresa, a variação positiva na receita líquida consolidada ocorreu em função do aumento de 15,5% na demanda consolidada da Gol por conta da incorporação do desempenho da malha aérea da WebJet no resultado consolidado do quarto trimestre em relação ao mesmo período do ano passado.

Adicionalmente, houve um aumento de 1,8% no yield (indicador de tarifa) entre os períodos, parcialmente compensado pela queda de 2,4 pontos porcentuais na taxa ocupação consolidada. O Prask consolidado apresentou uma queda de 1,7% em relação ao quarto trimestre de 2010.

Economia

A Gol anunciou também que passará a adotar este ano um novo processo de aproximação das aeronaves no aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro. Com a medida, espera registrar uma economia de combustível em torno de R$ 1,5 milhão ao ano. Segundo a empresa, o Santos Dumont é o único aeroporto que está sendo homologado junto aos reguladores para realizar este procedimento.

A Gol anunciou ainda que está revisando outros processos ligados à operação aeronáutica visando reduzir custos. Entre as ações já em curso, a companhia citou a otimização do combustível planejado para o procedimento de voos alternados incorridos na operação e a adoção de motores CFM56-7BE, mais eficientes do que os motores CFM56-7B1 atualmente utilizados em 12 aeronaves, recebidas desde o segundo semestre de 2011.

A companhia aérea anunciou que também irá descentralizar a alocação das tripulações de São Paulo por meio da criação de novas bases operacionais de tripulantes em outras localidades, revisando a atual força de trabalho e escala dos tripulantes, além do mapeamento de desempenho dos tripulantes técnicos visando garantir a pontualidade da operação.

A Gol acredita que essa iniciativa otimizará sua malha aérea e reduzirá seus custos administrativos com a locomoção e hospedagem dos tripulantes. A estimativa é que dessa forma reduza em torno de R$ 135 milhões o custo operacional da companhia até 2014. Este ano, o valor estimado de redução é de aproximadamente R$ 35 milhões.

Tudo o que sabemos sobre:
Golbalanço

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.