Gol espera resultado melhor no segundo semestre

No entanto, como não há projeção de valorização do real frente ao dólar ou de redução significativa do querosene de aviação, não se pode falar em retorno de lucratividade, segundo presidente

Anne Warth, da Agência Estado,

21 de agosto de 2012 | 12h34

O presidente da Gol, Paulo Kakinoff, afirmou nesta terça-feira que a companhia deve registrar um resultado melhor no segundo semestre, mas ainda insuficiente para voltar ao lucro. Kakinoff disse que a Gol trabalha internamente para reverter esse quadro por meio da redução de custos, sinergia e maximização de receitas. Kakinoff participa do "Aviation Day", em Brasília.

"No caso específico da Gol, nós prevemos um resultado melhor no segundo semestre do que no primeiro, como produto da redução e racionalização de voos e redução do quadro ligado diretamente a essa operação. Temos normalmente uma demanda maior no segundo semestre e teremos também o efeito da racionalização dos custos sendo verificados nesse período", afirmou.

"Mas como não há também nenhuma projeção de valorização do real frente ao dólar ou ainda de redução significativa do querosene de aviação, não podemos ainda falar em retorno de lucratividade. Teremos algo entre prejuízo e equilíbrio, variando mês a mês em razão da demanda", acrescentou.

O executivo disse que o setor viveu nos últimos meses uma conjunção de fatores que pode ser classificada como a mais adversa da história da aviação e da Gol, como a valorização do dólar, o recorde histórico no valor do querosene de aviação, aumento das tarifas aeroportuárias, baixa demanda e revisão das projeções de crescimento do PIB. "Tudo isso teve impacto direto no resultado das companhias do setor."

Kakinoff disse ainda que, no momento, a empresa não trabalha com aumento de tarifas no curto prazo, mas não descartou a possibilidade de que isso venha a ocorrer. "Não temos nenhuma projeção de curto prazo de aumento de tarifas, mas se permaneceremos nesse patamar elevado de custo de combustível, é uma questão de tempo para vermos uma posição inevitável de aumento de tarifas", disse. "Não é nossa previsão de curto prazo, para o segundo semestre, mas obviamente o setor não pode conviver com resultados tão negativos."

O presidente da Gol não comentou as notícias a respeito das concessões de novos aeroportos no País. "Sem dúvida afeta nosso setor diretamente na nossa atividade e setor, mas obviamente não podemos nos posicionar a respeito de especulações sobre novos formatos porque não conhecemos ainda as definições", afirmou.

Ele negou ainda que a empresa tenha interesse em operar aeroportos. "Nós não temos nada nesse sentido, por outro lado também não conhecemos o formato de concessão, então não é possível fazer nenhum tipo de comentário nesse sentido."

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