Gol estuda alternativas para crescer apesar de infraestrutura de aeroportos

O presidente da companhia disse, por exemplo, que pode oferecer mais voos diretos, sem passar por grandes centros, o que aumenta a eficiência da empresa

Beth Moreira, da Agência Estado,

15 de dezembro de 2010 | 14h33

O presidente da Gol, Constantino de Oliveira Junior, afirmou hoje que parte do crescimento da empresa programado para os próximos depende da melhora da infraestrutura dos aeroportos, mas há alternativas se isso não ocorrer no ritmo esperado.

Em reunião com investidores e analistas, Constantino citou como opção a redução dos voos com escalas nos principais hubs brasileiros. Atualmente, 40% dos passageiros da Gol fazem conexões ou escalas nos principais aeroportos do País.

"Poderemos oferecer mais voos diretos, sem passar por esses grandes centros, o que aumenta a nossa eficiência, mas também vamos estimular o aumento de receitas auxiliares, o que permite reduzir a dependência das tarifas de passagem aérea", explicou.

O presidente da Gol lembrou, no entanto, que há atualmente projetos em andamento para aumentar a capacidade dos aeroportos que totalizam investimentos de aproximadamente R$ 5,5 bilhões. Entre os aeroportos em andamento Constantino citou Manaus (dos atuais 2,5 milhões de passageiros para 5 milhões em 2014), Brasília (de 5 milhões para 8,5 milhões de passageiros em 2013) e Confins (que subirá sua capacidade dos atuais 5 milhões de passageiros para 8,5 milhões também em 2013), entre outros.

Segundo o executivo, o mercado brasileiro possui atualmente 17 milhões de passageiros aéreos ativos, mas tem potencial para elevar esse número para 128 milhões de pessoas. Constantino destacou o aumento da renda per capita do brasileiro e, principalmente, da participação da classe média brasileira, que segundo ele, cresceu 29% entre 2003 e 2009. "Entre 5% e 10% dos clientes da Gol estão voando pela primeira vez", afirmou.

Novas rotas

Questionado sobre quais são as novas rotas e destinos que a companhia pretende oferecer em 2011, Constantino disse que a empresa está estudando mercados de média e alta densidade, o que gera potencial de aproximadamente 30 destinos na América Latina. "Estamos estudando todas as cidades onde a população em um raio de 200 quilômetros soma entre 800 e 1 milhão de habitantes", afirmou.

Especificamente sobre rotas internacionais, o executivo ressaltou que a empresa manterá sua frota unificada com aviões do tipo 737-800, que têm limitação no que diz respeito a quilometragem de voo. "Vamos buscar oportunidades dentro desse alcance", disse.

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