GOL quer diversificar fontes de receita, diz Constantino

O presidente da GOL, Constantino Júnior, disse hoje que a companhia está empenhada em diversificar as suas fontes de receita, dada a pressão de custos que o setor vem sofrendo. Segundo ele, a empresa está focada em ampliar para 15% do total o faturamento em iniciativas paralelas à venda de bilhetes, como a expansão da venda de bebidas e alimentação a bordo, o transporte de carga expressa e a venda de milhas para parceiros.

ALEXANDRE RODRIGUES, Agencia Estado

19 de outubro de 2011 | 17h52

"Todas essas iniciativas devem representar hoje entre 9% e 11% da nossa receita. A ideia é elevar esse número até 15% nos próximos quatro a cinco anos", disse Constantino, que visitou a Feira das Américas, congresso da Associação Brasileiras de Agentes de Viagens (Abav) aberto hoje no Rio.

Ele afirmou que a companhia está aumentando o número de voos em que os comissários venderão alimentos e bebidas quentes e alcoólicas. Atualmente, 85 rotas já têm esse processo, informou. O executivo afirmou que também está investindo muito no serviço de carga expressa, lançado há um ano e meio, que, segundo ele, já acumula crescimento de 30%.

A empresa não tem planos de cobrar taxas por bagagem, como têm feito aéreas estrangeiras, já que a legislação brasileira obriga uma franquia e essa medida causaria desconforto entre os passageiros, acrescentou.

"Aumento de custo gera necessidade de mais receita", disse Constantino, que comemorou o crescimento acumulado de cerca de 18% da GOL este ano. No entanto, ele admitiu que já há uma desaceleração no movimento, acompanhando o freio no crescimento da economia, e que será difícil repetir tal desempenho no próximo ano. De qualquer forma, ele prevê um bom desempenho em relação ao crescimento do PIB.

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