Gol reduz prejuízo no 4º trimestre para R$ 19,3 milhões

A Gol Linhas Aéreas registrou prejuízo líquido de R$ 19,3 milhões no quarto trimestre de 2013, uma redução de 95,7% ante o apurado em igual período do ano anterior, quando teve perda de R$ 447,1 milhões. No acumulado do ano, as perdas somaram R$ 724,6 milhões, montante 52,1% inferior ao R$ 1,51 bilhão registrado em 2012.

LUCIANA COLLET, Agencia Estado

26 de março de 2014 | 07h48

O Ebitdar (lucro operacional antes dos juros, impostos, depreciações e amortizações somado ao valor dos custos operacionais com arrendamento mercantil de aeronaves e com arrendamento suplementar de aeronaves) atingiu R$ 551,9 milhões entre outubro e dezembro, revertendo os R$ 43,7 milhões negativos anotados no quarto trimestre de 2012. A margem Ebitdar ficou em 20,2%, frente os 2,1% negativos registrados um ano antes. No consolidado de 2013, o Ebitdar somou R$ 1,526 bilhão, quase seis vezes maior que os R$ 258 milhões reportado em 2012. A margem Ebitdar consolidada em 2013 alcançou os 17%, acima dos 3,2% de um ano antes.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) ficou em R$ 343,4 milhões no quarto trimestre do ano passado, revertendo os R$ 210,1 milhões negativos observados um ano antes. No ano, o Ebitda somou R$ 827 milhões, revertendo os R$ 386 milhões negativos de 2012.

A receita somou R$ 2,728 bilhões entre outubro e dezembro, crescimento de 28,7% frente os R$ 2,119 bilhões anotado no quarto trimestre de 2012. No acumulado do ano, a receita alcançou R$ 8,956 bilhões, alta de 10,5%.

Lucro operacional

O lucro operacional (Ebit) da empresa foi de R$ 162,9 milhões no quarto trimestre de 2013, revertendo o resultado negativo de R$ 357,6 milhões reportado em igual etapa do exercício passado. A margem Ebit ficou em 6% no período, o que corresponde a uma melhora de 22,8 pontos porcentuais frente o reportado um ano antes, quando o indicador ficou negativo em 16,9%.

No acumulado do ano, o lucro operacional atingiu R$ 266 milhões, ante o prejuízo de R$ 905,6 milhões de 2012. A margem Ebit ficou em 3%, 14,2 pontos porcentuais acima do verificado no ano anterior e no topo da meta (guidance) estabelecida pela companhia para o ano, de 1% a 3%.

Em mensagem da administração sobre resultados, o presidente da companhia, Paulo Sérgio Kakinoff, destacou que a Gol registrou a margem operacional de 3%, "em um cenário macroeconômico bastante adverso". "O compromisso de entregar uma margem operacional positiva foi atingido baseado na estratégia de flexibilidade e no gerenciamento da capacidade", destacou.

Ele lembrou que a aérea reduziu em 7,4% sua oferta no mercado doméstico em um ambiente marcado pelo baixo crescimento da economia, com a desvalorização do real em 11% frente ao dólar norte-americano médio do ano e o preço do combustível de aviação 6% superior à média de 2012.

Para 2014, a companhia estima uma redução de 1% a 3% em sua oferta no mercado doméstico e um crescimento de até 8% no mercado internacional. "A projeção reitera a consolidação da estratégia, visando a expansão da margem pelo crescimento da receita", diz Kakinoff, o que, segundo ele, deverá ocorrer pelo gerenciamento do yield e flexibilização da oferta em conjunto com o aumento na taxa de ocupação, conforme já observado nos últimos meses. A estimativa inclui um resultado operacional positivo para o ano de 2014, com margem operacional entre 3% e 6%, patamar já observado no quarto trimestre.

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