Fabio Motta/Estadão
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Gol registra lucro de R$ 220,8 mi, 6% abaixo do ano passado

Receita líquida da aérea aumentou 14,4% no primeiro trimestre de 2018, para R$ 2,964 bilhões

Letícia Fucuchima, O Estado de S.Paulo

09 Maio 2018 | 08h55

A Gol encerrou o primeiro trimestre de 2018 com lucro líquido de R$ 220,8 milhões, montante 6,0% menor que os R$ 234,9 milhões também positivos registrados em igual período de 2017, no critério antes da participação minoritária da Smiles. A receita líquida da Gol aumentou 14,4% no primeiro trimestre de 2018, para R$ 2,964 bilhões (ante R$ 2,592 bilhões).

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Se considerando o critério depois da participação minoritária, o lucro líquido da companhia atingiu R$ 147,5 milhões entre janeiro e março, 9,3% abaixo do ganho de R$ 162,6 milhões registrado em igual período de 2017.

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O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ficou em R$ 654,9 milhões no primeiro trimestre deste ano, correspondendo a um aumento de 80,9% ante o mesmo intervalo de 2017, de R$ 362,0 milhões. A margem Ebitda cresceu para 22,1%, comparada a 14,0% há um ano.

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Por sua vez, o Ebitdar (mais despesas operacionais de arrendamento de aeronaves) teve avanço de 47,5% na mesma comparação, para R$ 890,3 milhões de janeiro a março. A margem Ebitdar subiu 6,7 pontos porcentuais (p.p.) no período, para 30,0%.

O resultado operacional (Ebit) veio em R$ 504,3 milhões, 97,4% maior do que no intervalo de janeiro a março do ano passado. A margem operacional atingiu 17,0%, aumento de 7,1 p.p. na comparação anual.

Em release de resultados, a aérea explica que o resultado do início deste ano foi impacto pela variação cambial negativa de R$ 19,5 milhões em relação à variação cambial positiva de igual período do ano passado, no valor de R$ 143,7 milhões, além de despesas relacionadas com a emissão, pagamentos, aquisição e resgate de Senior Notes.

A companhia cita ainda que a comparação com o primeiro trimestre de 2017 foi impactada negativamente pelo efeito do imposto de renda, que resultou em um encargo de R$ 65,6 milhões neste trimestre, ante um benefício de R$ 79,1 milhões um ano antes.

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