Goldman Sachs prevê queda nos preços das commodities

Previsão do banco de investimento norte-americano se deve à redução da demanda

Deise Vieira, da Agência Estado,

13 de outubro de 2008 | 19h51

O banco de investimento norte-americano Goldman Sachs, tradicionalmente um dos mais altistas nas perspectivas para as cotações de commodities, revisou para baixo nesta segunda-feira suas projeções para os preços agrícolas devido à expectativa de enfraquecimento da demanda. Uma esperada recessão global deve limitar a demanda por todas as commodities, embora os produtos agrícolas possam receber suporte do fato de que as pessoas precisam comer independente do ambiente econômico.  Além disso, a diminuição do crédito e o desejo dos investidores de minimizar riscos também levaram o banco a revisar para baixo as previsões para os preços. A queda do petróleo também é um fator baixista para os mercados agrícolas. "Os preços mais baixos de energia provavelmente reduzirão as bases de custo para a produção agrícola", disse o banco em um relatório.  "Embora os preços dos fertilizantes possam continuar recebendo suporte da oferta apertada, quaisquer quedas devido ao enfraquecimento do complexo energético, combinadas com preços menores de insumos de energia em todas as partes da cadeia de produção agrícola, provavelmente reduzirão as bases de custos gerais, diminuindo o suporte para os preços."  A previsão para os preços futuros do trigo no mercado norte-americano daqui a três meses foi revisada para US$ 6,50/bushel, enquanto a estimativa anterior do Goldman Sachs era de US$ 7,50/bushel. A previsão para o milho para daqui a três meses é de US$ 5/bushel, em comparação à previsão anterior de US$ 6,50/bushel. A projeção para a soja é de US$ 10/bushel, em comparação a US$ 11/bushel.  A previsão para o café arábica negociado na ICE Futures U.S é de 115 cents/lb, em comparação a 150 cents/lb. A previsão para o cacau é de US$ 2.600/t, ante US$ 3.100/t. A previsão para o preço do açúcar é de 13 cents, em comparação ao levantamento anterior de 15 cents/lb. As informações são da Dow Jones.

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