Governo adotou postura contracionista em 2011, diz Augustin

Segundo secretário do Tesouro, forte superávit primário realizado pelo Governo Central até maio é coerente com a necessidade do País para este ano

Eduardo Rodrigues, da Agência Estado,

29 de junho de 2011 | 17h18

O forte superávit primário realizado pelo Governo Central até maio é coerente com a necessidade do País para este ano, avaliou nesta quarta-feira, 29, o secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin. Segundo ele, depois de dois anos expansionistas, o governo adotou uma postura contracionista em 2011. "Temos tido bastante identidade em termos de política fiscal e monetária", acrescentou.

Augustin ressaltou a redução de subsídios concedidos durante a crise e destacou a diminuição dos repasses do Tesouro ao BNDES. Em 2009, a capitalização ao banco de fomento chegou a R$ 100 bilhões, caindo para R$ 80 bilhões no ano passado. Este ano, o governo tem autorização para emitir até R$ 55 bilhões em favor do BNDES, mas até agora apenas R$ 30 bilhões foram efetivados. "Evidentemente está havendo uma redução desse instrumento que é fundamental para os investimentos no País. Aos poucos o BNDES poderá ser substituído por outros mecanismos do setor privado", completou.

O secretário, no entanto, não quis comentar o aporte de até 2 bilhões de euros pelo BNDES no processo de fusão do Carrefour com o Grupo Pão de Açúcar. "As operações que BNDES faz só cabem ao BNDES comentar", concluiu.

Augustin também voltou a afirmar que o Brasil deve em breve fazer uma nova emissão de títulos em reais no exterior. "Nós tivemos mais um upgrade de rating, como reconhecimento das boas condições econômicas do País. E sim nós estamos com essa expectativa de fazer uma emissão em breve, mas não em função deste upgrade apenas", disse. Augustin, no entanto, não informou quando será feita a operação.

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