Governo afasta racionamento mas ordena operação de térmica em MT

O ministro interino de Minas eEnergia, Nelson Hubner, afastou mais uma vez o risco deracionamento de energia elétrica no país, e informou que aentrada em funcionamento de novas térmicas vão garantir asegurança do sistema. Após reunião do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico(CMSE), Hubner disse a jornalistas nesta quinta-feira que foideterminado o acionamento da usina termelétrica de Cuiabá, forade operação desde setembro do ano passado por falta de gás daBolívia. Bicombustível, a usina terá que operar com óleo. Aunidade é controlada pela Shell e pela Ashmore Energy. "Não há risco, mas os reservatórios do Nordeste estão muitobaixos, e o CMSE decidiu manter todas as térmicas que jáestavam operando e além disso acrescentar um pouco mais",declarou. Além da térmica de Cuiabá, o ministro disse que a Petrobrasvai substituir parte do gás natural que utiliza em seusprocessos industriais por outros insumos, como nafta ou óleo.Com isso, a estatal liberará mais gás para as térmicas, osuficiente para gerar mais 750 megawatts. Em entrevista na terça-feira à Reuters, diretores daPetrobras informaram que o gás natural utilizado nas refinariasjá estava sendo substituído, assim como o processo de produçãoque injeta gás nos poços para otimizar a produção de petróleo. Além disso, o diretor de Abastecimento da estatal, PauloRoberto Costa, disse que é possível interromper a operação deduas fábricas de fertilizantes da companhia no Nordeste paraatender ao mercado. Hubner se disse otimista com as perspectivas de chuvas nospróximos dias, e que seria possível desligar algumas térmicasjá em fevereiro. As de custo mais baixo, no entanto, serãomantidas no sistema para evitar problemas em 2009. Ele confirmou que irá deixar o ministério com a entrada doministro nomeado na quarta-feira, Edison Lobão, que toma possena segunda-feira. (Reportagem de Denise Luna)

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