Governo alemão já descarta venda da Opel para Magna

Crédito de ajuda imediata de 1,5 bilhão de euros do governo segura decisão da venda para depois das eleições

EFE,

08 de setembro de 2009 | 11h50

O Governo alemão já praticamente descarta que o Conselho de Administração da General Motors (GM) venda sua filial europeia Opel ao fabricante austríaco-canadense Magna, o investidor pelo que apostava firmemente.

 

Fontes da coalizão governamental alemã consideram "improvável" que na reunião do novo Conselho de Administração da GM realizado nesta terça-feira, 8, e quarta-feira em Detroit haja um acordo propício à postura alemã.

 

Em declarações à agência de notícias alemã "Dpa", uma fonte próxima às negociações afirmou que a General Motors deixou entrever a Berlim que nestes momentos só contempla duas opções: ficar com Opel ou adiar a decisão.

 

A GM em princípio pretendia desprender-se de seu negócio europeu, mas que desde que foi adquirida majoritariamente pelo Estado americano experimentou uma boa evolução de seus negócios e agora não tem pressa por tomar uma decisão, pois o crédito do Governo alemão a Opel ainda não se esgotou.

 

Segundo informações do ministro alemão de Economia, Karl-Theodor zu Guttenberg, o crédito de ajuda imediata de 1,5 bilhões de euros alcança pelo menos até janeiro, pelo que, segundo fontes da GM, é pouco provável que haja uma decisão antes das eleições gerais alemãs do próximo 27 de setembro.

 

Sobre a mesa da GM para adquirir a Opel se encontra, pelo menos formalmente, uma oferta de Magna e outra do investidor belga RHJI, filial do fundo americano Ripplewood. EFE

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