Governo central economiza R$ 15,6 bi em abril

Esse foi o resultado do superávit primário no período; Previdência Social teve déficit de R$ 5,729 bilhões

Eduardo Rodrigues e Renata Veríssimo, da Agência Estado,

26 de maio de 2011 | 10h44

O governo central (Tesouro Nacional, Banco Central e Previdência Social) registrou um superávit primário de R$ 15,588 bilhões em abril, segundo dados divulgados nesta quinta-feira, 26, pelo Tesouro. O resultado ficou dentro do esperado pelos analistas, que previam um superávit primário entre R$ 12,450 bilhões e R$ 22,800 bilhões. A mediana das previsões apontava superávit de R$ 17 bilhões.

O superávit primário representa a economia para o pagamento dos juros da dívida pública. Segundo o Tesouro, o resultado do mês passado decorre de um superávit de R$ 21,370 bilhões do Tesouro Nacional e de déficits de R$ 5,729 bilhões na Previdência Social e de R$ 52 milhões no Banco Central.

No acumulado do ano até abril, o superávit do governo central soma R$ 41,479 bilhões, o que equivale a 3,29% do Produto Interno Bruto (PIB). No mesmo período de 2010, o governo central havia atingido um saldo positivo de R$ 24,733 bilhões (2,20% do PIB).

O governo central conseguiu realizar no primeiro quadrimestre do ano a metade do valor da meta de superávit primário para todo o ano. Segundo os dados do Tesouro Nacional, a economia realizada de janeiro a abril foi de R$ 41,479 bilhões. A meta de superávit para 2011 para o governo central é de R$ 81,8 bilhões.

Ainda segundo os dados do Tesouro, no acumulado dos últimos 12 meses encerrados em abril, o superávit primário foi de R$ 95,7 bilhões, o que equivale a 2,51% do PIB.

Meta

O superávit primário do Governo Central de R$ 41, 479 bilhões no acumulado de janeiro a abril deste ano é recorde para o período e já superou a meta prevista para até agosto de 2011, de R$ 39, 974 bilhões. De acordo com o secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin, o governo "precisou" fazer uma economia mais forte no início do ano.

"Já realizamos no primeiro quadrimestre do ano um superávit maior do que a meta para o segundo quadrimestre", destacou Augustin. "A gente vem adequando o primário não só à meta do ano, mas também ajustando a necessidade no decorrer do ano. No início de 2011 precisávamos de primário mais forte e fizemos isso, o que coloca uma perspectiva positiva para o ano", completou.

(Texto atualizado às 11h29)

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