Governo central tem déficit de R$ 1,09 bi em fevereiro

Contas do Tesouro Nacional, Previdência e Banco Central foram influenciadas por baixo superávit do Tesouro no mês

Adriana Fernandes e Renata Veríssimo, da Agência Estado,

30 de março de 2010 | 15h24

O governo central formado por Tesouro Nacional, Previdência e Banco Central registrou em fevereiro um déficit de R$ 1,091 bilhão, segundo dados divulgados nesta terça-feira, 30, pelo Tesouro. O resultado ruim se deve ao baixo superávit realizado pelo Tesouro no mês passado, de apenas R$ 2,659 bilhões.

 

A Previdência Social registrou déficit de R$ 3,781 bilhões e o Banco Central fez um pequeno superávit de R$ 30,3 milhões. Em janeiro, o governo central apresentou um superávit de R$ 13,866 bilhões devido ao saldo positivo do Tesouro naquele mês de R$ 17,583 bilhões.

 

No acumulado do primeiro bimestre, o superávit do governo central foi de R$ 12,775 bilhões, o que representa 2,45% do Produto Interno Bruto (PIB). No mesmo período de 2009, o superávit foi de R$ 2,866 bilhões, o que equivalia a 0,61% do PIB.

 

Despesas do governo central sobem

 

As despesas do governo cresceram 8,8% no primeiro bimestre de 2010 ante o mesmo período de 2009, segundo dados do Tesouro. Esse aumento é puxado pelos gastos com custeio e capital , que subiram 25,5%. Por outro lado, os gastos com pessoal tiveram uma queda de 4,7% no período.

 

Já as receitas registraram um crescimento de 17,8%, no primeiro bimestre de 2010 e as transferências para Estados e municípios subiram 10,3%, em relação ao mesmo período de 2009. Com isso, as receitas líquidas de transferência registraram alta de 19,6%.

 

Despesas com PAC

 

Os gastos com investimentos do governo no primeiro bimestre de 2010 somaram R$ 5,441 bilhões, segundo os dados do Tesouro Nacional. O valor representa um crescimento de 101% em relação aos investimentos realizados no primeiro bimestre de 2009 (R$ 2,704 bilhões).

 

Os gastos com os investimentos incluídos no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), em janeiro e fevereiro, foram de R$ 2,267 bilhões, 132% a mais que em igual período do ano passado (R$ 977 milhões). Os gastos com o PAC podem ser abatidos da meta de superávit primário, que este ano é de 3,3% do PIB.

 

Receita com dividendos

 

As receitas com dividendos, em fevereiro, impediram que o déficit das contas do Governo Central, de R$ 1,091 bilhão, fosse ainda maior. Dados mostram que o Tesouro recebeu receita de R$ 2,052 bilhões, no mês. Em janeiro, as receitas com dividendos somaram apenas R$ 78,9 milhões.

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