Governo Central tem segundo maior superávit da história para meses de janeiro

Saldo positivo das contas do Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central aumentou para R$ 13,9 bilhões no período

Agência Estado e Reuters,

24 de fevereiro de 2010 | 11h46

O superávit do Governo Central (que abrange as contas do Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central) aumentou para R$ 13,906 bilhões em janeiro, ajudado por uma elevação das receitas e pela postergação do pagamento de sentenças judiciais (precatórios), após saldo positivo de R$ 1,699 bilhão em dezembro. Trata-se do segundo maior resultado para o mês na história e é equivalente a 5,22% do Produto Interno Bruto (PIB), de acordo com os dados divulgados pelo Tesouro Nacional nesta quarta-feira. Em janeiro de 2009, o Governo Central havia registrado superávit de R$ 3,977 bilhões, ou 1,66% do PIB.

 

Em janeiro ante o mesmo mês de 2009, as receitas do Governo Central cresceram 17,6%, para R$ 73,899 bilhões, enquanto as despesas aumentaram apenas 2%, para R$ 49,341 bilhões. Segundo o Tesouro, a melhora da atividade econômica impactou positivamente as receitas, enquanto a postergação do pagamento dos precatórios ajudou a conter o crescimento de despesas.

 

Em relação às instituições, no primeiro mês deste ano, o Tesouro registrou superávit de R$ 17,623 bilhões. A Previdência teve déficit de R$ 3,708 bilhões e o BC, déficit de RS 8 milhões. 

 

Já os investimentos do governo totalizaram R$ 2,860 bilhões no primeiro mês do ano, o que representa uma alta de 91% em relação a janeiro de 2009. Segundo dados divulgados do Tesouro, no mesmo período do ano passado os investimentos totalizaram R$ 1,494 bilhão.

 

Somente os investimentos previstos no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) somaram R$ 1,059 bilhão, em janeiro de 2010, com um crescimento de 137%, em relação aos R$ 446 milhões, registrados em janeiro de 2009. Os gastos com projetos do PAC podem ser abatidos da meta de superávit primário.

 

Texto atualizado às 11h08

 

(Com Renata Veríssimo e Fabio Graner, da Agência Estado)

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