Governo de Mendoza pode decidir retomada de obra da Vale ainda hoje

Obras foram suspensas no dia 17, sob alegação oficial de que a mineradora não estaria cumprindo as regras determinadas pelo governo

Marina Guimarães, da Agência Estado,

27 de junho de 2011 | 17h02

O governo da província argentina de Mendoza pode decidir ainda nesta segunda-feira, 27, se autoriza a retomada das obras da Vale na exploração de minério de potássio do Rio Colorado, no município de Malargüe. As obras foram suspensas no dia 17, sob alegação oficial de que a mineradora não estaria cumprindo as regras determinadas pelo governo. No dia 20, a Vale apresentou, por escrito, os documentos requeridos pelo organismo regulador da província, composto por representantes da Direção de Proteção Ambiental, da Secretaria do Meio Ambiente, e da subsecretaria de Hidrocarbonetos, Minas e Energia. Três dias depois, na última quinta-feira (23), as autoridades provinciais se reuniram com executivos da Vale e solicitaram dados adicionais.

Segundo uma alta fonte do governo de Mendoza, na última Sexta-feira (24), a Vale entregou as informações adicionais pedidas, e apresentou detalhes atualizados de seu plano de investimentos. "A apresentação realizada detalhou os investimentos futuros e descreveu os pacotes de cada um dos trabalhos que deverão ser executados para concluir a obra", disse uma fonte do governo de Mendoza à Agência Estado. Hoje, a partir das 17h30, as autoridades vão analisar toda a documentação e decidir se liberam a obra ou se vão solicitar mais informações.

Em recente entrevista, o secretário de Meio Ambiente, Pablo Gudiño, explicou que o principal problema que paralisou as obras da Vale diz respeito à contratação de mão de obra local. "Do total contratado, 75% têm que ser empresas de Mendoza, mas isso não está sendo cumprido", disse o secretário. Gudiño afirmou que as empresas locais foram ignoradas nos grandes contratos.

Inicialmente, a obra previa investimentos de US$ 4,6 bilhões, mas com a atualização do projeto, o valor foi elevado para US$ 5,5 bilhões. A primeira etapa está prevista para ser concluída em 2014 e envolve também a construção de uma ferrovia para escoar a produção até o porto. A mina terá uma produção de 2,4 milhões de toneladas de potássio, que será elevada para 4,3 milhões de toneladas, a partir de 2017, quando deverá ser concluída a segunda etapa do projeto.

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