Governo descarta menos que US$8/barril em capitalização da Petrobras

O governo não vai aceitar um acordo para o processo de capitalização da Petrobras que envolva um preço menor que 8 dólares para o barril de petróleo das reservas da União que serão trocadas por ações da estatal, disse à Reuters um ministro do governo que pediu anonimato.

REUTERS

25 de agosto de 2010 | 20h37

Segundo ele, o governo tenta convencer a Petrobras a aceitar esse nível de preço, já que a estatal tem interesse em um valor menor para o petróleo das reservas do Estado.

"O governo não aceita menos de 8 dólares por barril", disse o ministro, que está acompanhando as negociações em Brasília com executivos da Petrobras.

"Estamos pressionando a Petrobras para que ela aceite (esse valor)", acrescentou.

Ainda não havia uma definição sobre o assunto até o início da noite desta quarta-feira, com representantes dos dois lados ainda reunidos.

Um valor de 8 dólares poderia representar um peso para a União na capitalização de 40 bilhões de dólares, se considerado o limite de até 5 bilhões de barris de petróleo que poderiam ser trocados por ações, na chamada cessão onerosa.

O governo poderia utilizar uma parte desse valor para fazer frente à chamada de capital, na proporção de sua participação, e talvez ainda gastar uma parte para comprar eventuais sobras da oferta, aumentando sua fatia na empresa, hoje em 32 por cento.

O valor de 8 dólares havia sido citado pelo diretor geral da ANP (Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), Haroldo Lima, em entrevista recente à Reuters, e também por uma fonte dentro da companhia, que falou em um valor de entre 7 e 8 dólares.

(Reportagem de Natuza Nery)

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