Governo descarta possível racionamento de energia em 2015

Governo descarta possível racionamento de energia em 2015

Para diretor geral da ONS, a indicação é de chuvas médias ou acima da média já a partir de novembro; secretário executivo do Ministério de Minas e Energia não entende que risco de 5% seja preocupante 

Reuters - Atualizado às 15h55

06 de novembro de 2014 | 09h36

O Operador Nacional do Sistema (ONS) afirmou nesta quinta-feira, 6, que não há indício de necessidade de racionamento de energia no Brasil em 2015. Para o diretor geral do ONS, responsável pela coordenação e controle da operação das instalações de geração e transmissão de energia elétrica no Sistema Interligado Nacional (SIN), Hermes Chipp, a indicação é de chuva na média ou acima da média já a partir de novembro.

O Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE), no entanto, elevou na quarta-feira, 6, de 4,7% para 5% o risco de déficit de energia em 2015 no Sudeste e no Centro-Oeste do País. Para 2014, o CMSE manteve a perspectiva de que o risco de déficit seja zero.

Segundo o coordenador do Grupo de Estudos do Setor de Energia Elétrica (Gesel) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Nivalde de Castro, o aumento do risco significa que, para novembro, a expectativa é de que as chuvas que deveriam abastecer represas de hidrelétricas vão ficar abaixo da média histórica.

Segundo Chipp, não se decreta racionamento com base nesse risco e sim caso os recursos disponíveis sejam insuficientes para atender a demanda, o que não é o caso. 

Ele afirmou que não somente as previsões dos institutos meteorológicos são de chuvas na média ou acima da média já em novembro, como também contemplam chuvas nas regiões dos maiores reservatórios. 

"A indicação é de que não vai chover apenas na região Sul. Ela sobe para o Sudeste, para a região de fronteira entre São Paulo e Minas Gerais (onde estão grandes represas)", disse. 

Se as chuvas ficarem na média na estação chuvosa deverá ser preciso continuar com as termelétricas ligadas, afirmou Chipp. Mas caso as chuvas fiquem acima da média, pode até ser possível desligar as térmicas mais caras mais para frente, completou.

O secretário-executivo do Ministério de Minas e Energia, Márcio Zimmermann, reforça também que não há risco de déficit de energia no próximo ano. "Essa tolerância (de 5%) é para o risco após a estação chuvosa. É preciso esperar o fim de abril para se calcular o risco real", afirmou.

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