Governo deve esperar até fim do mês para definir eventual ajuda a distribuidoras, diz fonte

Governo já fez a intermediação de dois empréstimos ao setor, no total de R$ 17,8 bilhões; recursos acabam nesta semana 

, Reuters

08 Dezembro 2014 | 19h08

O governo federal deve aguardar até o fim deste mês para definir se haverá ou não um novo aporte de recursos para ajudar as distribuidoras de eletricidade a cobrir suas obrigações no mercado de curto prazo de energia, disse à Reuters uma fonte do governo a par do assunto.

O governo fez a intermediação de dois empréstimos, no total de R$ 17,8 bilhões, junto aos bancos neste ano para ajudar as empresas a quitar esses débitos. O último empréstimo, de R$ 6,6 bilhões, foi contratado em agosto, mas os recursos acabam nesta semana, com a liquidação das operações de curto prazo realizadas em outubro.

Segundo a fonte do governo, ainda não é certo que haverá uma ajuda, mas se houver, essa definição deve ocorrer mais para o fim do mês.

"No fim do mês já teremos uma ideia melhor do tamanho do rombo, com os dados das operações do mercado em novembro", disse a fonte. "Precisamos ter uma ideia do tamanho do déficit para saber se deixamos com as empresas ou se o governo ajuda a cobrir".

Além disso, ainda terá de ser realizada uma conversa entre os representantes da área de energia no governo e a nova equipe econômica para saber qual é nova visão do Ministério da Fazenda sobre o assunto, e qual o "espaço fiscal" para uma eventual ajuda.

Um novo empréstimo junto ao setor financeiro é menos provável, uma vez que a elevada exposição dos bancos ao setor elétrico, por conta dos empréstimos já realizados, levaria a condições de financiamento menos favoráveis, segundo essa mesma fonte.

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