Dida Sampaio/Estadão
Dida Sampaio/Estadão

Infraero pode diminuir participação ou até ficar fora da concessão de aeroportos

Segundo Eliseu Padilha, fatia da Infraero deve ficar entre 15% e 0% na segunda fase do Programa de Investimentos em Logística; na primeira fase de concessões, participação foi fixada em 49%

Victor Aguiar, O Estado de S. Paulo

25 de novembro de 2015 | 16h29

SÃO PAULO - O ministro da Aviação Civil, Eliseu Padilha, afirmou que o governo deverá reduzir a participação da Infraero nos quatro aeroportos que serão concedidos dentro do âmbito da segunda fase do Programa de Investimentos em Logística (PIL2) -  Florianópolis (SC), Fortaleza (CE), Salvador (BA) e Porto Alegre (RS) - ficando numa faixa entre 15% e 0%. Nos aeroportos concedidos durante a primeira fase do PIL - Brasília, Guarulhos, Viracopos, Galeão e Confins -, a participação da Infraero foi fixada em 49%.

"Vamos reduzir a participação da Infraero entre 15% e 0%. Minha posição pessoal é 0%. Mas é um colegiado que vai decidir, e, por último, a presidenta irá arbitrar, se for o caso", disse Padilha, durante evento sobre infraestrutura de transporte promovido pelo jornal Folha de S. Paulo na capital paulista.

Segundo o ministro, o governo tem manifestado a vontade de manter a participação da Infraero nos aeroportos em 15%, uma vez que essa fatia garantiria um assento de forma representativo no conselho desses aeroportos. "É uma discussão interna no governo, tem prós e contras de se ter uma participação maior".

Padilha ainda afirmou que o governo teve "absoluto sucesso" no programa de concessões aeroportuárias e está confiante no sucesso dos próximos leilões no setor. "Nós temos no Brasil um dos cinco maiores mercados de aviação civil do mundo. Nós tivemos um crescimento médio nos últimos 11 anos de mais de 10% ao ano", disse. "Temos uma projeção para os próximos 20 anos de um crescimento mínimo de 7% ao ano, o que significa dizer que é uma atividade que está fadada a ter interessados sob os mais diversos ângulos de observação".

O ministro também ressaltou que as empresas que atualmente são titulares de concessões podem participar nas novas concessões aeroportuárias, destacando, no entanto, que existem algumas limitações geográficas para preservar a concorrência. "Quem opera no Nordeste, por exemplo, não pode participar em Salvador e Fortaleza, mas pode participar em Porto Alegre e Florianópolis". 

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