Governo do Japão usará recursos de intervenções cambiais para pagar previdência

Governo irá financiar a contribuição de 50%, equivalente a cerca de US$ 29,86 bilhões

Cynthia Decloedt, da Agência Estado,

22 de dezembro de 2010 | 11h03

O governo do Japão disse que irá recorrer as reservas relacionadas as intervenções feitas no câmbio para continuar repassando 50% dos recursos destinados aos benefícios previdenciários básicos do país no próximo ano fiscal, reportou a agência Kyodo, segundo a Dow Jones. Os outros 50% são provisionados pelo Fundo Nacional de Pensão, que tem de cobrir qualquer desfalque na contribuição do governo.

A medida de emergência pretende garantir a confiança do público no programa de previdência do Estado. Entretanto, reflete também as limitações fiscais do governo, que definiu a medida durante os últimos esforços para fechar o orçamento para o ano fiscal de 2011, que começa em abril. O gabinete irá aprovar o rascunho do orçamento de 2011 na sexta-feira e a proposta estará sujeita as deliberações do parlamento no ano que vem. O orçamento total soma 92,5 trilhões de ienes.

O governo irá financiar a contribuição de 50%, equivalente a cerca de 2,5 trilhões de ienes (US$ 29,86 bilhões), utilizando cerca de 200 bilhões de ienes relativos a juro recebido a partir de bônus em moeda estrangeira que adquiriu durante intervenções no mercado de câmbio, 1,2 bilhão de ienes em recursos superavitários de uma entidade subsidiada pelo governo e 1,1 trilhão de ienes reservado de uma contabilidade especial do orçamento normalmente utilizada para investimentos na área fiscal e em programas de empréstimo.

O ministro das Finanças do Japão, Yoshihiko Noda, disse que tal acordo é temporário, abrangendo o próximo ano fiscal. Ele acrescentou que o governo tem de buscar uma fonte permanente para manter o nível de contribuição, por meio de medidas como uma reforma no regime de impostos, o que possivelmente envolveria elevação do imposto sobre o consumo. "É impossível acessar os recursos das reservas em dinheiro (todos os anos)", disse.

As informações são da Dow Jones. 

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