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Governo do RJ agiliza licenças ambientais para projetos de gás

A crise no abastecimento de gásnatural no Brasil fez a secretaria estadual do Ambiente doEstado do Rio de Janeiro agilizar a concessão de licençasambientais para os projetos de produção do combustível noEstado. Nesta terça-feira, a secretaria informou que a Feemaaprovou a Licença de Instalação (LI) do Terminal de Cabiúnas(Tecab), da Petrobras, em Quissamã, e que em "poucos diasdeverá ser concedida a LI para o terminal de importação e deregaseificação de GNL (Gás Natural Liquefeito) na Baía deGuanabara", também da estatal. O Tecab é um projeto estratégico da Petrobras para garantirmaior volume de gás ao mercado. O terminal receberá gás naturaldas plataformas petrolíferas de Campos, enviando-o por dutosaté a refinaria Reduc, em Caxias, na Baixada Fluminense.Atualmente, esse gás está sendo queimado. Segundo o consultor Adriano Pires, a queima nos campos daPetrobras gira em torno dos 3 a 5 milhões de metros cúbicos pordia apenas na bacia de Campos. De acordo com o secretário estadual do Ambiente, CarlosMinc, a Licença Prévia para instalação do terminal deregaseificação da Petrobras já está pronta para ser assinada esó depende da autorização do Ibama, o que deverá ocorrer emdois dias. A estatal vai montar no Rio um terminal de regaseificaçãocom capacidade para produzir 14 milhões de metros cúbicos degás por dia a partir de abril de 2008. Outra, de 6 milhões demetros cúbicos, será instalada no Ceará um ano depois. "O Plangás está em dia, de acordo com o cronograma daprópria Petrobras. Não há pendências. Ou seja: no que dependerda Secretaria de Estado do Ambiente, o Rio avançará a plenogás", disse Minc em um comunicado. O Plangás foi lançado pela Petrobras em 2006 para acelerara produção de gás no país depois que o presidente da Bolívia,Evo Morales, frustrou as expectativas da estatal brasileira aonacionalizar os ativos de petrolíferas estrangeiras. Antes, aPetrobras pretendia ampliar o gasoduto Bolívia-Brasil. Nesta terça-feira, o presidente da estatal, José SérgioGabrielli, se reúne com representantes do governo bolivianopara discutir a volta dos investimentos da Petrobras naquelepaís.

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