REUTERS/Kevin Lamarque
REUTERS/Kevin Lamarque

Governo dos EUA reabre e funcionários retomam trabalho

Após semanas de negociações entre democratas e republicanos, acordo fiscal foi aprovado por parlamentares e sancionado pelo presidente Obama na noite de ontem

Agência Estado

17 de outubro de 2013 | 11h29

WASHINGTON - Os servidores federais americanos dispensados do trabalho nos últimos 16 dias estão retornando neseta quinta-feira, 17, aos seus postos, após semanas de tensas negociações e disputas políticas em Washington e a paralisação parcial do governo devido à ausência de financiamento do setor público.

Ontem, o Congresso aprovou um acordo bipartidário que reabre o governo dos EUA até 15 de janeiro e eleva o teto da dívida federal até 7 de fevereiro de 2014. O acordo foi sancionado pelo presidente Barack Obama pouco antes da meia-noite de Washington, eliminando no curtíssimo prazo os temores de um potencial default da dívida americana a partir de hoje. 

Parques nacionais, bem como monumentos e museus de Washington, devem reabrir hoje, incluindo dois símbolos populares das duas semanas de paralisação do governo: o monumento à Segunda Guerra Mundial e o Zoológico Nacional PandaCam. O Escritório de Orçamento da Casa Branca disse que os funcionários federais dispensados - que totalizaram 800 mil - devem retornar ao trabalho hoje.

No começo do expediente, o chefe da Casa Civil, Denis McDonough, recebeu os funcionários da Casa Branca que chegavam para o trabalho com boas-vindas já no portão de segurança. O próprio vice-presidente Joe Biden também recebeu os funcionários da Agência de Proteção Ambiental que retornavam ao trabalho, no centro de Washington.

"Nos próximos dias, trabalharemos com departamentos e agências do governo para fazer a transição de volta ao status de operação plena da forma mais suave possível", disse a diretora do Escritório de Gestão e Orçamento do governo, Sylvia Mathews Burwell.

O acordo de aprovação do Orçamento dá aos investidores um alívio temporário. "Foram duas semanas muito ruins para a imagem dos republicanos", disse o senador republicano Lindsey Graham, que busca a reeleição em 2014. "Para o partido, esse é um momento de autoavaliação. Vamos avaliar como nós chegamos até aqui e tentar nos corrigir ou, se vamos continuar nesse caminho, vamos realmente prejudicar o Partido Republicano no longo prazo", disse o senador.

"Lutamos um bom combate", disse o presidente da Câmara e líder da maioria republicana na casa, John Boehner, em entrevista ontem à tarde a uma rádio de Cincinnati. "Só não ganhamos." Em comunicado, Boehner disse que a luta de seu partido contra a lei da saúde - chamada de Obamacare - vai continuar. Fonte: Dow Jones Newswires.

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