Governo estuda licitar as 5 usinas do Rio Parnaíba um único pacote

A medida, inédita na história dos leilões do setor, tem como objetivo tornar empreendimentos mais atrativos para investidores

Wellington Bahnemann, da Agência Estado,

25 de maio de 2011 | 14h42

O governo federal considera a possibilidade de licitar, em um único pacote, as hidrelétricas do rio Parnaíba (PI/MA), algo inédito na história dos leilões do novo modelo do setor elétrico. O presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim, explicou que o objetivo dessa medida é o de tornar os empreendimentos mais atrativos para os investidores. "Ainda estamos estudando os prós e os contras dessa proposta, além de como funcionaria o modelo de leilão", disse o executivo, que participou hoje de evento na capital paulista sobre hidrelétricas.

No fim do ano passado, o governo federal chegou a ofertar duas das cinco hidrelétricas do Rio Parnaíba no leilão de energia nova que contratou a demanda do mercado cativo para o ano de 2015 (A-5). Porém, os projetos não despertaram a atenção dos investidores. O próprio presidente da EPE reconheceu que as usinas do Rio Parnaíba são caras. "Essas hidrelétricas têm mais sentido do ponto de vista do desenvolvimento regional do que do ponto de vista da questão energética", admitiu.

Nesse sentido, a proposta de ofertar a concessão dos cinco projetos para um único investidor tentar tornar as usinas viáveis do ponto de vista econômico-financeiro por meio da captura dos ganhos de escala. "Estamos estudando se não existem ganhos de escala em vários aspectos das usinas, como nas questões ambientais e na compra de equipamentos", disse. Tolmasquim afirmou que essa estratégia, contudo, depende da obtenção das licenças prévias para as hidrelétricas, pré-requisito para que qualquer usina participe dos leilões do governo federal - até o momento, apenas os projetos Estreito Parnaíba e Cachoeira possuem o documento.

As cinco hidrelétricas do Rio Parnaíba são: Cachoeira (63 MW), Castelhano (64 MW), Estreito Parnaíba (56 MW), Ribeiro Gonçalves (113 MW) e Uruçui (134 MW). A expectativa do governo é de licitar esses projetos no leilão de energia nova que contratará a demanda do mercado cativo em 2016 (A-5), previsto para ser realizado ao final deste ano.

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