Governo isenta de Pis/Cofins o trigo, a farinha e o pão

O governo decidiu isentar da cobrançade Pis/Cofins até o final do ano a comercialização de trigo, defarinha de trigo e do pão francês, procurando atenuar aselevações de preços desses produtos que têm pressionado ainflação. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, que anunciou asmedidas para jornalistas em Brasília, informou que o objetivo éreduzir a pressão sobre os preços em um momento de ofertaescassa do cereal, já que o Brasil colhe a nova safra de trigoapenas no segundo semestre. A alíquota de Pis/Cofins era de 9,25 por cento e, segundoMantega, representantes da cadeia de processamento de trigo secomprometeram com o governo a repassar integralmente para osprodutos a isenção do tributo. Além da redução do imposto, outras medidas destinadas aestimular a importação de trigo e a reduzir o custo dessasoperações foram anunciadas. Foi eliminada até o final do ano a cobrança de uma taxa queincide sobre o frete marítimo (AFRMM-Adicional de Frete paraRenovação da Marinha Mercante) nos negócios de importação detrigo de qualquer origem. A cobrança era de 25 por cento sobreo valor do frete. "Estamos dando condições para que valha a pena importar deoutros lugares", afirmou Mantega. A Argentina, principal fornecedor brasileiro, temrestringido as exportações, buscando garantir a oferta local. Jorge Chammas, presidente do Moinho São Jorge, presente aoanúncio das medidas, confirmou a intenção do setor de repassara redução de custos para os produtos tão logo a MedidaProvisória que contém as ações seja publicada. Segundo ele, o adicional sobre o frete (AFRMM) correspondea um aumento de aproximadamente 6 por cento no valor do trigoimportado. Outra medida anunciada pelo governo foi a extensão até 31de agosto do prazo para que o setor de trigo utilize uma cotacom imposto zero para importação de dois milhões de toneladasde trigo de países de fora do Mercosul. O prazo anterior eraaté 31 de julho. Mantega acrescentou que as medidas vão representar umaperda de arrecadação de aproximadamente 500 milhões de reais. (Edição de Marcelo Teixeira)

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