Governo mantém isolamento em fazenda do MS por causa da aftosa

Brasília, 28 - O casco de um bovino de rebanho que está isolado no município de Paranhos, em Mato Grosso do Sul, apresentou pequenos machucados, informou hoje a assessoria de imprensa da Delegacia Federal de Agricultura no Estado. A suspeita de febre aftosa em fazenda do município, que faz fronteira com o Paraguai, levou o Ministério da Agricultura a determinar o isolamento do rebanho de 50 cabeças. O caso foi divulgado no dia 22 de dezembro. Ferimento no casco é indicativo da doença, além de rachaduras. Mas o bovino não apresentou outro sintoma determinante para suspeita de aftosa: o aparecimento de aftas na boca. Ou seja, o ferimento no casco pode não estar relacionado à doença, informou a Delegacia Federal de Agricultura do Mato Grosso do Sul. Veterinários do governo avaliam diariamente o quadro clínico do rebanho. Amostras de material genético recolhidas dos animais foram encaminhadas para análise no Laboratório de Apoio e Referência Animal (Lara) de Belém, no Pará. A expectativa é que o resultado dos exames esteja disponível na primeira quinzena de janeiro. De acordo com veterinários da Secretaria de Defesa Agropecuária do ministério, é comum que a vacinação "mascare" o vírus da aftosa. "Os testes sorológicos feitos em Belém indicarão se há a presença da doença ou se os anticorpos vão provenientes da vacina", comentou um técnico. Os pecuaristas do Estado vacinaram seus rebanhos em novembro. O ministério confirmou que o Chile pediu informações sobre a suspeita de foco no Mato Grosso do Sul. As respostas foram encaminhadas para Santiago na sexta-feira passada, 24. "Até o momento, eles não se pronunciaram e as exportações seguem normais", comentou o coordenador do programa de defesa animal da pasta, Jamil Gomes de Souza. A Austrália também pediu informações sobre o possível foco e as respostas também foram encaminhadas pelo governo brasileiro. Se confirmada a suspeita do Mato Grosso do Sul, esse será o terceiro foco de febre aftosa no rebanho brasileiro neste ano. O primeiro registro foi confirmado no município de Monte Alegre, no Pará, no mês de junho. Esse foco interrompeu um período de 34 meses sem registro da doença no rebanho brasileiro. O último registro tinha sido comunicado em agosto de 2001, no Maranhão. Um segundo foco da doença foi notificado pelo Ministério da Agricultura em setembro, desta vez no município de Careiro da Várzea, no Amazonas. Esse registro ainda traz prejuízos comerciais para o País. Desde o dia 21 de setembro a Rússia não compra carne produzida no País. Acordo entre os governos dos dois países permitiu o embarque dos lotes negociados antes de 21 de setembro. Em novembro, Moscou decidiu levantar parcialmente a suspensão e autorizou o comércio de produto proveniente de Santa Catarina.

Agencia Estado,

28 de dezembro de 2004 | 16h57

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