Governo não divulgará calendário para leilões de áreas de petróleo, diz MME

O governo não vai elaborar um calendário com a previsão de datas para rodadas de licitações de blocos exploratórios de petróleo, disse nesta quarta-feira o secretário de Petróleo e Gás do Ministério de Minas e Energia (MME), Marco Antonio Almeida.

REUTERS

17 de setembro de 2014 | 15h57

Um dos pleitos da indústria de petróleo, defendido pelo Instituto Brasileiro de Petróleo (IBP), é que haja maior previsibilidade de leilões para que o setor possa se programar com mais facilidade.

"Não vai ter calendário", afirmou. "O problema de você fazer um calendário é que você vai ser obrigado a fazer uma rodada mesmo que você não tenha áreas interessantes para ofertar."

Além disso, ele também afirmou que há risco de sobrecarregar a indústria fornecedora em momentos em que eles não podem atender.

Questionado como faria para trazer mais previsibilidade para a indústria, o secretário explicou que o governo sempre anuncia novas rodadas com cerca de um ano de antecedência, e que esse período é suficiente para as empresas se programarem.

Além disso, afirmou que há estudos amplos sobre as áreas para que não se perca muito tempo com pesquisas.

O pleito da indústria de maior previsibilidade se tornou forte depois que o governo ficou cerca de cinco anos sem novas rodadas até 2013, quando houve três leilões.

Segundo ele, o fato do país ter ficado cerca de cinco anos sem ofertas "não teve nada a ver com a política de oferta de blocos". 

"A gente tem plena convicção de que as empresas precisam manter suas atividades", frisou Almeida.

Ele também afirmou que o Brasil de hoje não é o mesmo do passado, após a abertura do setor, quando foram realizadas rodadas anualmente.

Sobre a próxima rodada, confirmada pelo governo para o primeiro semestre do próximo ano, Almeida afirmou que a Bacia de Pelotas pode ser uma área a ser incluída no leilão.

Entretanto, ele não deu detalhes de mais áreas, já que todas ainda dependem de aprovações, inclusive do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE).

(Por Marta Nogueira)

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