Governo negocia empréstimo adicional de R$ 2 bilhões para empresas de energia

Aditivo a empréstimo já concedido, no valor de R$ 11,2 bilhões, está em negociação para cobrir contratos de curto prazo

Leonardo Goy, Reuters

10 de julho de 2014 | 11h31

O governo federal está negociando com bancos um aditivo ao empréstimo de  R$ 11,2 bilhões para as distribuidoras de eletricidade que seja suficiente para, pelo menos, cobrir as liquidações do mercado de curto prazo de energia de julho e agosto, disse à Reuters uma fonte que acompanha as negociações. Segundo essa mesma fonte, o valor desse aditivo deve superar os R$ 2 bilhões.

Somente em julho, o montante que precisa ser liquidado pelas distribuidoras, e que não está coberto pelas tarifas de energia elétrica, é de R$ 1,3 bilhão, referente às operações do mercado de curto prazo de maio. Na quarta-feira, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) adiou para 31 de julho o pagamento desses R$1,3 bilhão, que deveriam inicialmente ocorrer até a sexta-feira desta semana.

O adiamento teve como principal objetivo ganhar tempo para achar uma solução para ajudar as distribuidoras a fazer a liquidação sem comprometer suas finanças.

No final de abril, a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) assinou contrato de empréstimo dos R$ 11,2 bilhões com um sindicato formado por: Banco do Brasil, Caixa, Bradesco, Itaú Unibanco, Santander Brasil, Citibank, BTG Pactual, Bank of America Merrill Lynch, JPMorgan e Credit Suisse.

Os recursos contratados na ocasião serviriam para cobrir as necessidades das distribuidoras ao longo deste ano, mas terminaram em junho diante dos altos custos das empresas com a compra de energia mais cara das termelétricas.

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