Governo português rejeita proposta da Avianca pela TAP

As pretensões do empresário colombiano-brasileiro Germán Efromovich de incorporar a companhia aérea portuguesa TAP a seu conglomerado caiu por terra na tarde de quinta-feira. Ao término de uma reunião do Conselho de Ministros, o governo do primeiro-ministro Pedro Passos Coelho anunciou que a proposta apresentada pela Synergy Aerospace, que propunha 1,5 bilhão de euros pela empresa, não será aceita.

AE, Agencia Estado

21 de dezembro de 2012 | 09h24

As negociações com o empresário estão encerradas, mas a privatização não será abandonada. A venda da TAP é uma das principais do programa de privatizações exigido pela Comissão Europeia, pelo Banco Central Europeu (BCE) e pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) em contrapartida do programa de socorro de ? 78 bilhões concedido ao país em 2011 para enfrentar a crise das dívidas soberanas.

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A proposta foi recusada em reunião do Conselho Ministerial. De acordo com o governo, as promessas "não foram garantidas inequivocamente". "Ou o governo aceitava a proposta vinculativa ou não a aceitava. Esse processo termina aqui e não há mais nada a discutir", afirmou o secretário de Estado dos Transportes, Sérgio Monteiro, referindo-se às negociações com a Synergy.

A proposta de Efromovich havia sido apresentada ao governo português em 7 de dezembro. Embora houvesse grande expectativa em torno da decisão, o governo já dava sinais de insatisfação com a oferta feita pelo empresário colombiano-brasileiro, visto em Portugal como um "tubarão" que compra companhias em crise.

O empresário foi o único interessado a formalizar uma proposta pela TAP. Outros dois grupos, Alitalia, da Itália, e a International Consolidated Airlines Group (IAG), holding da britânica British Airways e da espanhola Iberia, chegaram a demonstrar interesse na aquisição, mas não confirmaram a oferta. Procurada pela reportagem, a Avianca não retornou os pedidos de entrevista. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

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