Governo prorroga por 30 dias mandatos do CCEE

A escolha da nova diretoria seria discutida hoje à tarde, em assembleia da Câmara, em São Paulo

Karla Mendes, da Agência Estado,

26 de abril de 2011 | 11h15

Foram prorrogados por mais 30 dias os mandatos dos atuais membros do Conselho de Administração da Câmara e Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). Decreto nesse sentido foi publicado hoje, no Diário Oficial da União. A escolha da nova diretoria seria discutida hoje à tarde, em assembleia da Câmara, em São Paulo.

Os agentes do setor elétrico estão divididos para indicar o nome do novo conselheiro da Câmara para substituir Élbia Melo, cujo mandato expiraria hoje. A disputa para ocupar o posto, com salário de cerca de R$ 38 mil, está entre dois candidatos: Ricardo Lima, ex-presidente da Associação Brasileira dos Grandes Consumidores Industriais (Abrace), que já atuou em diversos segmentos, e Dimas Costa, funcionário de carreira da Cemig.

A Eletrobras, que concentra 21% dos votos, não havia, até ontem à noite, definido o seu candidato.

Esse "silêncio", segundo fonte consultada, tem uma razão especial: o presidente da Eletrobrás, José da Costa, trabalhou na Cemig durante anos e teria como indicado natural Dimas Costa. Porém, como a Cemig é ligada diretamente ao senador Aécio Neves (PSDB-MG), o apoio ao nome de Dimas não soaria bem. Quanto à presidência do Conselho de Administração da CCEE, hoje ocupada por Antonio Carlos Fraga Machado, o nome praticamente "unânime", segundo apurou a Agência Estado, é Luiz Eduardo Barata, atual superintendente da CCEE. O presidente do conselho é indicado pelo governo e formalizado em assembleia.

O governo, segundo a mesma fonte, teria recuado, pelo menos por enquanto, da iniciativa de soltar um decreto que aumentaria seu poder na CCEE. Depois das repercussões negativas do teor da minuta do decreto divulgado com exclusividade pela Agência Estado no último dia 20, o governo vai separar o processo de sucessão na CCEE da mudança na governança corporativa da câmara de comercialização.

O texto, que já havia sido enviado à Casa Civil na semana passada, aumentava o número de indicações do governo na CCEE de um para dois cargos e impunha uma mudança na governança da CCEE, pois transformava o atual Conselho de Administração em Diretoria Executiva, com dois membros indicados pelo governo, permitindo a recondução por um período. Outra mudança seria a criação do Conselho de Administração, que terá nove membros, sem remuneração, mas com "status e poder" no setor.

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