Governo reduz IPI para automóvel; veja os novos preços dos 10 mais vendidos

O valor mais baixo entre eles foi o do Palio Fire, que passou de R$ 25.790 para R$ 23.211

Agência Estado, Estadão.com.br e Lu Aiko Otta, de O Estado de S.Paulo,

22 de maio de 2012 | 07h00

SÃO PAULO - Os veículos com motor 1.0 devem ficar cerca de 10% mais baratos com a redução de tributo e o desconto acertado entre governo e montadoras, de acordo com o presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Cledorvino Belini.

Para veículos com motor acima de 1.0 e de até 2.0 cilindradas, os preços devem cair 7%. Já veículos utilitários devem ficar cerca de 4% mais baratos. 

Diante do desempenho fraco da economia, o governo anunciou nasegunda-feira, 21, um pacote de R$ 2,7 bilhões para estimular o consumo,principalmente o de automóveis, e a aquisição de máquinas eequipamentos. Como fez na crise de 2008 e 2009, o Planalto cortouimpostos, liberou mais dinheiro para empréstimos e reduziu juros. Aindaassim, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, admitiu que será difícilcrescer 4,5% este ano.

As medidas foram costuradas com os setores produtivo e financeiro,num compromisso "inédito", segundo Mantega. Para reduzir o estoque dasmontadoras, o governo zerou o Imposto sobre Produtos Industrializados(IPI) dos automóveis de até 1.000 cilindradas e arrancou das montadorasum compromisso de reduzir a tabela em 2,5%.

"Isso atende à demanda do setor", disse o presidente da AssociaçãoNacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), CledorvinoBelini. "Os estoques estão altos e é preciso fazer girar a máquina daindústria automobilística."

A redução vale até o fim de agosto e o governo estima que deixará dearrecadar R$ 1,2 bilhão no período. As montadoras se comprometeram a nãodemitir durante a vigência do acordo. Para os modelos importados,continua valendo a alta de 30 pontos porcentuais no IPI.

Os bancos se comprometeram a reduzir a entrada e os juros, além dealongar prazos nos financiamentos. Em troca, serão liberados R$ 18bilhões que hoje as instituições têm de manter no Banco Central e nãorecebem juro, disse o diretor de Política Monetária do BC, Aldo Mendes.

Na prática, o governo redirecionou ao setor de veículos o benefíciodado aos grandes bancos, que depositavam recursos em casas menores. "Euconfio na indústria automotiva e na Anfavea, e também confio nosbancos", disse Mantega, ao ser questionado sobre o compromisso.

Consumo. O pacote do governo incluiu ainda a reduçãoda alíquota do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) nosempréstimos para pessoas físicas de 2,5% para 1,5%. Com isso, aarrecadação federal vai cair perto de R$ 900 milhões em um período detrês meses. Porém, esse corte não tem prazo para acabar. O BNDES tambémvai reduzir o custo dos financiamentos de bens de capital.

Mais medidas estão a caminho. Mantega pediu à Caixa a simplificaçãoda linha de crédito que permite utilizar recursos do FGTS para a comprade material de construção. Segundo o ministro, essa linha já é oferecidahoje, mas há muitas exigências. Mantega deixou claro que outros setorespoderão ser beneficiados. "Se faltar crédito, vamos liberar mais." /COLABOROU FERNANDO NAKAGAWA

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