Governo se mostra preocupado com alta de preços em obras da Copa

'A ideia é evitar que isso aconteça, e que os preços sejam, nacional e internacionalmente, competitivo', disse o presidente do Conselho Público Olímpico

Alessandra Saraiva, da Agência Estado,

22 de junho de 2011 | 14h45

O governo quer evitar uma explosão de preços em alta nas obras previstas para os Jogos da Copa em 2014 e para as Olimpíadas em 2016, nas palavras do presidente do Conselho Público Olímpico e ex-presidente do Banco Central, Henrique Meirelles. "A ideia é evitar que isso aconteça, e que os preços sejam, nacional e internacionalmente, competitivos", afirmou.

Além de confirmar o nome de Márcio Fortes, ex-ministro das Cidades, para o cargo de presidente da Autoridade Pública Olímpica (APO), em evento hoje no Rio, Meirelles afirmou ainda ser "normal" a polêmica envolvendo o Regime Diferenciado de Contratações (RDC) para agilizar licitações de obras para os eventos esportivos do qual o País será sede. Na semana passada, a Câmara dos Deputados aprovou Medida Provisória 527/11, que institui o RDC para obras para a Copa das Confederações em 2013, para a Copa do Mundo de 2014 e para a Olimpíada de 2016.

Sobre o intenso debate em que o governo se viu envolvido após defender o regime diferenciado, o presidente do conselho da APO comentou que o projeto já foi examinado por diferentes instâncias do governo, incluindo por órgãos da Controladoria Geral da União (CGU). "É um debate interessante que deve prosseguir para o Congresso, transparente, aberto para que tenhamos o melhor regime possível de licitação para as obras da Copa, e para as obras das Olimpíadas posteriormente. Evidentemente é importante que toda a fiscalização e transparência seja mantida e seja melhorada inclusive", afirmou. "Mas cabe à sociedade e ao Congresso Nacional discutir se esta metodologia é a melhor possível para conseguir menor preço e , no final do processo, mais transparência", acrescentou.

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