Governo vai intervir para garantir preços de arroz e feijão, diz Rossi

Medida foi determinada pela presidente Dilma na semana passada, durante visita ao Rio Grande do Sul

Gustavo Porto e Marcela Caetano, da Agência Estado,

31 de janeiro de 2011 | 11h34

O governo federal vai intervir no mercado para garantir os preços mínimos do arroz e do feijão, disse à Agência Estado o ministro da Agricultura, Wagner Rossi. Nesta terça-feira, 1º, técnicos dos ministérios da Agricultura, da Fazenda e da Casa Civil irão se reunir em Brasília para avaliar uma nova operação para sustentar o preço do arroz. A medida foi determinada pela presidente Dilma Rousseff que, na semana passada, em visita do Rio Grande do Sul, recebeu apelos de arrozeiros do Estado por meio do governador Tarso Genro (PT).

"A presidente solicitou medidas e vamos realizar essa reunião na terça-feira para definir o que será feito para o arroz", disse o ministro. Da reunião deverá sair uma nova portaria interministerial para regulamentar novas operações para o arroz, pois a atual tem validade até hoje. O preço mínimo do arroz determinado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) é de R$ 25,80 a saca de 50 quilos, mas o cereal é comercializado entre R$ 22 e R$ 23 no Sul do País.

Na semana passada, a Conab negociou 100% da subvenção no leilão do Prêmio de Escoamento de Produto (PEP) para 50 mil toneladas de arroz no Rio Grande do Sul. O PEP foi negociado com deságio de 1,25%, a R$ 4,72 a saca. Em troca do subsídio, o comprador do produto deve pagar ao produtor preço mínimo de R$ 25,80.

Ainda na semana passada, o coordenador-geral de Cereais e Culturas Anuais do Ministério, Sílvio Farnese, defendeu a realização de novos leilões de PEP, diante do estoque elevado do cereal nos estoques públicos. Já a Federação das Associações dos Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz) negocia com o governo um pacote de medidas de R$ 750 milhões.

Feijão

O ministro da Agricultura afirmou ainda que as operações de intervenção para o feijão serão avaliadas antes do início da colheita da safra de verão, do chamado feijão das águas. A safra do feijão sequeiro, colhida até dezembro, foi prejudicada pelo clima e a qualidade do grão derrubou os preços para entre R$ 60 e R$ 70 a saca de 60 quilos, ante um preço mínimo de R$ 80 a saca. "Com a oferta da nova safra os preços podem cair mais e o governo vai avaliar medidas para o feijão", disse o ministro.

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