Grau de investimento eleva demanda por t?tulos da d?vida

Com o aval da segunda grande ag?ncia de rating, pap?is brasileiros podem integrar grupo de refer?ncia

Cynthia Decloedt e Patr?cia Fortunato, da Ag?ncia ,

29 de maio de 2008 | 16h44

A procura por t?tulos da d?vida externa brasileira foi impulsionada e seus pre?os subiram logo ap?s o an?ncio de que a ag?ncia de classifica??o de risco Fitch conferiu ao Pa?s o grau de investimento. O Global40, t?tulo mais negociado do Brasil, que antes do an?ncio era ofertado a 133,750 cents, teve seu ?ltimo neg?cio at? ?s 16h06 fechado em 134,350 cents na corretora L?pez L?on. O pre?o do papel, no entanto, continuava abaixo do fechamento de quarta-feira, de 135,05 cents.?Veja tamb?m:Fitch eleva Brasil para grau de investimentoBrasil ? elevado a grau de investimento pela S&PComo o presidente sempre diz, 'nunca antes neste Pa?s...'Na elite do mercado mundial? ?Com o aval da segunda grande ag?ncia de rating - a S&P havia conferido grau de investimento ao Brasil em 30 de abril -, os pap?is brasileiros poder?o passar a integrar o grupo de ?ndices Lehman Aggregate, que s?o uma das refer?ncias mais utilizadas pelos grandes fundos para a composi??o de suas carteiras.?Normalmente, esses fundos replicam a composi??o dos ?ndices e para fazer parte deles ? preciso que o Brasil ou qualquer outro emissor seja classificado como grau de investimento por pelos menos duas das tr?s grandes ag?ncias (S&P, Moody's e Fitch Ratings).?De acordo com os c?lculos feitos pelo Lehman Brothers e reproduzidos recentemente em relat?rio pelos analistas do Merrill Lynch, se eleg?vel, o Brasil passar? a representar 0,17% do Global Aggregate, 0,38% do US Aggregate e 1,6% do US Credit Index, representando uma demanda bruta de cerca de US$ 12,5 bilh?es. ?O Merrill observou, entretanto, que alguns dos fundos que utilizam os ?ndices Lehman Aggregate como refer?ncia podem j? estar investidos no Brasil. ?Juros?A confirma??o do grau de investimento pela Fitch tamb?m fez com que os juros futuros, que j? operavam em baixa desde a abertura, ampliassem o recuo e chegassem ?s m?nimas do dia. A rea??o s? n?o foi mais forte porque o upgrade j? vinha sendo, em boa medida, precificado nos contratos.?Os contratos a partir de 2014 foram os que mais reagiram ? melhora da nota brasileira e se mantiveram nas m?nimas at? o fechamento da sess?o regular. O DI janeiro de 2017 (4.285 contratos) fechou na m?nima de 13,35%, de 13,62% ontem. O DI janeiro de 2010, com 369.910 contratos, derreteu a 14,24%, de 14,44% na quarta-feira, enquanto o DI janeiro de 2009 (228.480 contratos) terminou em 13,07%, de 13,14% na quarta.?Analistas acreditam que o efeito da obten??o de tal status por mais uma das principais ag?ncias de classifica??o de risco ser? sentido pelo Pa?s no m?dio e longo prazos. Muitos fundos de investimentos estrangeiros s? podem aplicar seus recursos em ativos de pa?ses que s?o classificados por pelo menos duas das consideradas grandes ag?ncias de risco (S&P, Fitch e Moody's).?Os juros futuros, desde a abertura, j? tra?avam trajet?ria de queda ap?s conhecerem o IGP-M de maio, de 1,61%, que ficou abaixo da mediana das proje??es dos analistas (1,75%). O movimento foi ganhando consist?ncia ao longo da sess?o ? medida que os pre?os do petr?leo aceleravam o recuo. No fechamento, o barril para julho na Nymex cedeu 3,37%, para US$ 126,62.

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