Grécia espera receber mais € 18 bilhões em 2010

Valor deverá se somar aos € 20 bilhões já recebidos pelo país da UE e FMI

Ricardo Gozzi, da, Agência Estado

18 de maio de 2010 | 16h30

O ministro das Finanças da Grécia, George Papaconstantinou, afirmou que o governo de seu país espera receber mais € 18 bilhões em ajuda externa ainda este ano, além dos € 20 bilhões já transferidos como parte de um pacote fornecido pela União Europeia (UE) e pelo Fundo Monetário Internacional (FMI).

Papaconstantinou disse acreditar que a segunda parcela de um pacote de € 110 bilhões oferecida pela UE e pelo FMI "será paga em algum momento do outono" no hemisfério norte (primavera no hemisfério sul).

Na primeira parcela, de € 20 bilhões, a UE entrou com € 14,5 bilhões e o FMI, com € 5,5 bilhões.

Numa entrevista coletiva concedida depois de uma reunião de ministros das Finanças da zona do euro em Bruxelas, Papaconstantinou confirmou a expectativa com relação ao recebimento da segunda parcela.

"Sim, nós esperamos receber mais € 18 bilhões até o fim deste ano porque a quantia estabelecida para 2010 é de € 38 bilhões da UE e do FMI. Mas o cronograma ainda depende de nossa necessidade de empréstimo e pode ser ajustado para antes ou depois", declarou o ministro.

Segundo ele, a próxima data crucial para a Grécia será julho, quando o país terá de apresentar à Comissão Europeia, ao Banco Central Europeu e ao FMI um relatório sobre o progresso das medidas e reformas prometidas por Atenas em troca do pacote de ajuda.

Corte de salários

O ministro não descarta a adoção de medidas adicionais de austeridade fiscal, como o corte de salários e bônus no setor privado, como já ocorreu no setor público. No entanto, Papaconstantinou disse considerar que novas medidas de austeridade não serão necessárias porque o progresso da implementação do orçamento deste ano é promissor.

Questionado sobre uma declaração do diretor-gerente do FMI, Dominique Strauss-Kahn, sobre a necessidade de corte de salários no setor privado, Papaconstantinou declarou: "Nós temos de nos tornar mais competitivos, mas acreditamos que seja mais uma questão de promover reformas institucionais e diminuição de preços, e menos de redução de salários. Não vemos a necessidade imediata de nenhuma ação adicional". As informações são da Dow Jones.

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