Grécia precisa de reformas e privatizações para ter suporte, diz Rehn

Para a autoridade, saber se a Grécia será capaz de realizar economias fiscais e privatizações é 'um teste de credibilidade'

Danielle Chaves, da Agência Estado,

23 de maio de 2011 | 10h36

A Grécia precisa demonstrar seu compromisso com reformas e privatizações para garantir mais suporte da União Europeia e do Fundo Monetário Internacional (FMI) e as próximas semanas poderão ser cruciais a respeito disso. As afirmações foram feitas por Olli Rehn, comissário europeu para relações econômicas e monetárias, que minimizou receios de que a Itália possa ser o próximo país europeu a enfrentar problemas fiscais.

A Grécia "tem de reforçar seriamente as economias orçamentárias e as reformas econômicas antes que qualquer novo passo possa ser dado", afirmou Rehn em discurso em uma conferência organizada pelo Banco Central da Áustria. A implementação de seu programa de privatização "é uma questão urgente para a Grécia", que vai anunciar novas medidas em breve, acrescentou Rehn. Para a autoridade, saber se a Grécia será capaz de realizar economias fiscais e privatizações é "um teste de credibilidade".

Rehn afirmou que uma redefinição do perfil da dívida grega - a extensão voluntária dos vencimentos dos empréstimos - ainda pode ser considerada para solucionar os problemas do país, mas uma dura reestruturação, que geralmente inclui a redução do valor da dívida do governo, "não será um substituto para as reformas necessárias".

Outras opções que estão sendo consideradas incluem o estabelecimento de uma Iniciativa de Viena, que garantiria o investimento financeiro na dívida grega por credores privados, incluindo bancos comerciais. Rehn também disse que um fundo fiduciário para a Grécia destinado a privatizar ativos estatais está sendo considerado como uma medida de reforma adicional para o país.

A autoridade também falou sobre a situação da Itália. "Nós estamos vendo um crescimento relativamente sólido (na Itália) e uma determinação para reduzir os déficits fiscais", disse Rehn. Embora "certamente" esteja enfrentando desafios na reforma estrutural, a Itália está no caminho certo para atingir o prazo de 2012 para reduzir seu déficit orçamentário a 3% do Produto Interno Bruto (PIB), segundo a autoridade.

Rehn também afirmou que a União Europeia está em contato diário com o FMI sobre a questão do sucessor de Dominique Strauss-Kahn, que renunciou na semana passada ao cargo de diretor-gerente da instituição após ser acusado de agressão sexual. Segundo Rehn, o FMI garantiu que há progresso na seleção do sucessor para o cargo. As informações são da Dow Jones.

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