Grécia vai dobrar esforços de austeridade, diz ministro das Finanças

Em conferência realizada em Atenas, George Papaconstantinou afirmou que o governo anunciará nos próximos dias medidas de austeridade que resultarão em uma economia de 6 bilhões de euros

Cynthia Decloedt, da Agência Estado,

18 de maio de 2011 | 12h05

ATENAS - O governo da Grécia disse que dobrará o corte de gastos e as medidas relacionadas a receitas que pretende adotar, diante da pressão recente dos demais países da zona do euro para que dê andamento a seu programa de ajuste orçamentário.

Em conferência realizada em Lagonissi, um resort ao sul de Atenas, o ministro das Finanças da Grécia, George Papaconstantinou, disse que o governo anunciará nos próximos dias medidas de austeridade que resultarão em uma economia de 6 bilhões de euros. "O governo anunciará nos próximos dias medidas que irão exceder 6 bilhões de euros - medidas voltadas para a redução dos gastos e de elevação das receitas", disse Papaconstantinou.

Ele negou as especulações recentes de que a Grécia seria forçada a um adotar um tipo de reestruturação de sua dívida, algo que o governo do país tem repetidamente negado. "Não há um cenário mágico de reestruturação da dívida da Grécia que resolverá o problema do país", afirmou. "O problema é profundamente estrutural".

O anúncio das novas medidas é feito dois dias após os ministros das finanças da União Europeia terem mostrado que novas medidas de austeridade são condição para qualquer outro desembolso de recursos adicionais para a Grécia. No ano passado, a Grécia recebeu 110 bilhões de euros em ajuda do FMI, União Europeia e Banco Central Europeu (BCE).

Desde então, a Grécia reduziu o déficit de seu orçamento em cerca de um terço, para 10,5% do PIB em 2010. Mas uma revisão em alta do déficit orçamento de 2010, somada ao aprofundamento da recessão, sugere que a Grécia não conseguirá atingir a meta de 2011 para o orçamento.

"Apesar da recessão, não pode haver afrouxamento dos esforços fiscais", disse Papaconstantinou. "Isso significa que teremos de tomar todas as medidas necessárias exigidas para manter a meta para o déficit de 2011 que estabelecemos em 7,5% do PIB", observou. As informações são da Dow Jones.

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