Grécia vai tentar reduzir gastos em mais de € 2 bilhões, diz fonte

Fonte do Ministério das Finanças grego diz que queda na arrecadação levará a cortes mais drásticos no orçamento 

Renato Martins, da Agência Estado,

21 de agosto de 2012 | 15h50

ATENAS - Uma fonte do Ministério das Finanças da Grécia disse que o governo do país pretende cortar seus gastos de modo mais drástico do que havia sido anunciado, na tentativa de compensar uma queda na arrecadação de impostos que provavelmente resultará das medidas de austeridade que estão sendo implementadas. Segundo a fonte, o governo grego está procurando onde cortar 13,5 bilhões em gastos nos próximos dois anos, 2 bilhões de euros a mais do que a meta anunciada anteriormente.

Pelos termos de seu último acordo de crédito com a União Europeia e o FMI, a Grécia deve implementar cortes de gastos equivalentes a 5,5% do PIB, ou cerca de 11,5 bilhões de euros, nos anos de 2013 e 2014, de modo a reduzir seu déficit orçamentário para menos de 3% do PIB. Esses cortes, que incluem reduções nos pagamentos de pensões e nos salários do setor público, devem prejudicar os gastos do consumidor e a demanda por bens e serviços. De acordo com a fonte, isso quer dizer que a receita com impostos e contribuições à Seguridade Social deverá ficar 2 bilhões de euros abaixo das projeções originais.

"O Ministério das Finanças está preparando um pacote de cortes de 13,5 bilhões de euros. A economia efetiva com as medidas de austeridade será de 11,5 bilhões de euros", disse o funcionário.

Nesta segunda-feira, o ministro das Finanças, Yannis Sournaras, disse que as propostas específicas de cortes de gastos deverão estar prontas para a próxima visita a Atenas de representantes da UE, do FMI e do Banco Central Europeu (BCE), prevista para 5 de setembro. O governo pretende conseguir um acordo sobre os cortes até 14 de setembro, em tempo para uma reunião informal dos ministros das Finanças dos países da zona do euro em Chipre.

O governo grego vê a implementação estrita dos cortes de gastos como uma condição para o país conseguir uma prorrogação de dois anos, até 2016, do prazo para cumprir as metas de déficit orçamentário. Até o momento, a Alemanha, maior credor da Grécia, tem resistido à ideia de permitir uma extensão dos prazos dados ao país. As informações são da Dow Jones.

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