Greve geral atinge refinarias e indústria petroleira

Cerca de 2,5 mil trabalhadores aderiram ao movimento na Repar, que contou posteriormente com a adesão de petroleiros e terceirizados que atuam na Fábrica de Fertilizantes 

Julio Cesar Lima, de O Estado de S. Paulo,

11 de julho de 2013 | 13h46

CURITIBA- No Paraná, a Refinaria Getúlio Vargas (Repar), em Araucária, na Região Metropolitana de Curitiba, continua com as atividades paralisadas desde a zero hora de hoje. Cerca de 2,5 mil trabalhadores aderiram ao movimento, que contou posteriormente com a adesão de petroleiros e terceirizados que atuam na Fábrica de Fertilizantes (Fafen), ao lado da refinaria. Os trabalhadores da Fafen atrasaram os trabalhos em três horas.

A Federação Única dos Petroleiros (FUP) e a Federação Nacional dos Petroleiros (FNP) preveem interromper as atividades por um prazo de 24 horas, mas sem efeito direto nas operações das companhias, caso da Petrobrás. A Petrobrás já informou, em nota, que adotará as "medidas necessárias" para garantir a normalidade de suas operações. Com isso, acredita que não sofrerá com "qualquer prejuízo às atividades da empresa e ao abastecimento do mercado".

Petroleiros paralisaram serviços de manutenção e bombeio na Refinaria Duque de Caxias (Reduc), na Baixada Fluminense, no Rio, às 7 horas. Trezentos e vinte e cinco trabalhadores, das áreas operacional e administrativa, se reuniram em assembleia na porta do complexo e decidiram não entrar. O grupo que havia entrado para trabalhar à 0 hora, cerca de cem pessoas, foi mantido em seus postos sem rendição. Em Caxias, também pararam a Termelétrica Governador Leonel Brizola, o terminal da Transpetro de Campos Elíseos, a Liquigás e a BR Distribuidora. Só os serviços de operação diários estão mantidos. O mesmo acontece nas plataformas de petróleo.

Nova reunião será realizada na troca de turno das 15 horas. Em seguida os trabalhadores virão para o centro do Rio para se juntar à manifestação marcada para as 17 horas. Às 23 horas as operações deverão ser normalizadas. "Os estudantes foram para as ruas e conquistaram o que queriam. Agora é a vez dos trabalhadores. Queremos avançar nas melhorias das condições de trabalho no Brasil", disse o presidente do Sindicato dos Petroleiros do Estado do Rio (Sindipetro), Simão Zanardi Filho. As bandeiras são a não-aprovação do PL 4330, que regulariza terceirizações, a suspensão dos leilões de petróleo no País e a redução da jornada de trabalho dos terceirizados de 44 horas para 40 horas.

Em São José dos Campos (SP), apenas 400 trabalhadores trabalham na Refinaria Henrique Lages (Revap). Eles teriam chegado antes do bloqueio dos sindicalistas, por volta de 3h da madrugada. Os 3 mil funcionários terceirizados foram dispensados pelo sindicato. "O que tem lá dentro é a equipe de contingência", disse um sindicalista. Outros cerca de 800 trabalhadores efetivos da Revap devem permanecer em casa nesta quinta-feira. Durante todo o dia membros do sindicato continuarão o bloqueio no acesso a refinaria que tem cinco portarias e emprega um total de mais de 4 mil trabalhadores.

Em Paulínia (SP), os trabalhadores da construção civil e petroleiros não entraram para trabalhar na Refinaria do Planalto (Replan).

No Paraná, a greve geral paralisou as atividades da Refinaria Getúlio Vargas (Repar), em Araucária, na Região Metropolitana de Curitiba, e houve um bloqueio parcial da rodovia do Xisto, que dá acesso à Repar.

 

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